A partir de 4 de julho, a Gol passa a operar quatro voos semanais entre São Paulo e Caracas. A novidade é a inclusão dos sábados na rota, operada pelo Boeing 737 MAX 8.
A Gol Linhas Aéreas anunciou uma ampliação em sua operação entre São Paulo e Caracas, na Venezuela. A partir do dia 4 de julho, a companhia passará a oferecer uma quarta frequência semanal na rota, com voos adicionais aos sábados.
Com essa mudança, as partidas de Guarulhos para a capital venezuelana ocorrerão às terças-feiras, quintas-feiras, sábados e domingos. Os voos continuarão a ser operados pelo Boeing 737 MAX 8, que possui capacidade para até 176 passageiros.
Os horários dos voos permanecerão os mesmos já praticados pela companhia. As decolagens de São Paulo estão agendadas para as 17h10, enquanto os voos de retorno de Caracas partirão às 23h50, sempre levando em conta os horários locais.
A rota entre as duas cidades foi retomada em agosto de 2025, após um hiato de nove anos sem voos diretos entre São Paulo e Caracas. A decisão de ampliar a operação reflete a estratégia da Gol de fortalecer sua presença na América do Sul e aumentar a oferta internacional a partir do aeroporto de Guarulhos.
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O aeroporto paulista é um importante hub da companhia, que oferece conexões para mais de 30 destinos domésticos, facilitando o fluxo de passageiros entre a Venezuela e outras regiões do Brasil.
“A ampliação de nossa operação demonstra nosso compromisso em atender a demanda dos passageiros que desejam viajar para a Venezuela”, afirmou um porta-voz da Gol.
É importante recordar que, em novembro de 2025, a Venezuela havia revogado as autorizações de operação de várias companhias aéreas, incluindo a Gol, após um alerta emitido pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) sobre riscos ao sobrevoar seu território. O regime de Nicolás Maduro classificou a suspensão das empresas como parte de ações de terrorismo de Estado promovidas pelos Estados Unidos, alegando que o alerta norte-americano não tem jurisdição sobre seu espaço aéreo.
A punição afetou não apenas a Gol, mas também outras companhias aéreas, como Iberia, TAP, Turkish Airlines, Avianca e Latam Colombia. Apesar das dificuldades, empresas como Copa, Wingo e companhias locais continuaram a operar, ainda que não consigam atender toda a demanda por voos comerciais.

