Duas massas polares prometem temperaturas abaixo de zero no Sul do Brasil em julho de 2026. Já em setembro, o El Niño eleva o risco de ondas de calor no Nordeste.
Duas massas de ar polar estão previstas para julho e devem trazer os períodos mais frios do inverno de 2026 no Brasil. Em várias áreas da Região Sul, os termômetros poderão registrar temperaturas abaixo de 0°C. Além disso, o ar frio deve avançar até Brasília, Goiânia, o norte de Minas Gerais e o extremo sul da Bahia.
Essa previsão é um contraste com o que se espera para o fim da estação. Em setembro, meteorologistas já observam um risco de ondas de calor que podem afetar áreas do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste, em meio ao fortalecimento do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico.
O inverno começou oficialmente no domingo, 21, e promete ser uma estação de extremos. Nos primeiros dias, uma massa de ar polar, associada a uma frente fria, deve derrubar as temperaturas em parte do centro-sul do país. Com o avanço do El Niño, é provável que haja alterações nos padrões de chuva e temperatura que normalmente ocorrem nesta época do ano.
O impacto mais significativo deve ser sentido na Região Sul, onde a previsão indica chuvas acima da média nos três Estados, com maior frequência de frentes frias, temporais e rajadas de vento. No sudoeste do Paraná, os volumes de chuva poderão superar os padrões históricos para a estação.
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O Sudeste e o Centro-Oeste também poderão registrar episódios de chuva incomuns para o período seco. Em áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul, a precipitação deve ocorrer com maior frequência do que o habitual durante os meses de inverno.
No extremo norte do país, a situação é diferente. Roraima, Amapá, norte do Amazonas e norte do Pará devem passar por uma estação mais seca do que a média. A costa leste do Nordeste também deverá registrar uma redução nas chuvas intensas ao longo do trimestre.
O frio mais intenso deve se concentrar em julho, com possibilidades de geadas amplas no Sul e episódios localizados em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. A ocorrência de neve também não está descartada nas áreas serranas do Sul durante os eventos mais fortes de ar polar.
A partir de agosto, os modelos climáticos sugerem uma mudança gradual no padrão. O calor deve ganhar força no Centro-Oeste e no Sudeste, enquanto o Norte e o Nordeste poderão registrar temperaturas acima da média de forma mais frequente. Em setembro, as ondas de calor podem afetar extensas áreas do interior do país.
O avanço da umidade no centro-sul também preocupa o setor agrícola. A previsão de dias chuvosos pode dificultar a colheita de café no Sudeste e afetar as operações relacionadas à cana-de-açúcar em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. No Sul, os produtores de trigo estão atentos ao risco de perdas devido ao excesso de umidade e à proliferação de fungos.



