O senador se inscreveu para discursar em Washington no dia 6 de julho. Ele quer barrar imposto americano que pode encarecer exportações do Brasil aos EUA.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) inscreveu-se nesta segunda-feira, 22, para depor na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos. O parlamentar pretende discursar contra a proposta norte-americana de criar um imposto de 25% sobre mercadorias importadas do Brasil. O debate oficial está agendado para o dia 6 de julho em Washington, em resposta a uma investigação sobre supostas manobras comerciais desleais do mercado brasileiro.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos recomendou a criação dessa tarifa no início de junho, alegando a necessidade de reprimir atos comerciais abusivos. A proposta foca especialmente no sistema de pagamentos Pix, que foi classificado pelo órgão norte-americano como uma forma de concorrência desleal. Esta decisão ocorreu logo após Flávio concluir uma viagem oficial aos EUA, onde se reuniu com o ex-presidente Donald Trump.
“Vou fazer a minha parte para evitar que empresas brasileiras sejam ainda mais taxadas do que já são com o governo Lula”, publicou o senador em suas redes sociais. Ele ainda afirmou: “Como era de se esperar, Lula não move uma palha para evitar que elas sejam tarifadas. E a razão é muito simples: ele acredita que isso pode beneficiá-lo nas urnas em outubro, mesmo que isso custe quebrar as empresas brasileiras”.
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O documento de inscrição enviado aos norte-americanos ressalta que o tarifaço pode ter consequências negativas, ao contrário do que esperam os técnicos dos Estados Unidos. Flávio argumenta que a oposição ao governo federal poderá se tornar a principal vítima econômica caso as taxas sejam implementadas. Ele defende uma abordagem que priorize acordos negociados, com o objetivo de preservar a parceria comercial de 80 anos entre Brasil e Estados Unidos.
Além disso, os advogados do senador registraram formalmente na petição a plena oposição a qualquer represália contra o sistema bancário brasileiro de transferências instantâneas. O texto destaca que o senador pretende falar em nome dos compradores e fabricantes de ambos os países. O dia 22 de junho também marcou o encerramento do prazo estabelecido pelas autoridades norte-americanas para que cidadãos e representantes de entidades se inscrevessem na audiência pública.
Donald Trump chegou a compartilhar fotos ao lado do senador brasileiro poucas horas depois que o escritório de comércio dos Estados Unidos sugeriu a nova barreira alfandegária.
