No dia 21 de julho de 2026, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou de um evento chamado “Debatendo o Brasil”, realizado em Brasília. Durante sua fala para diplomatas, o parlamentar fez menções a dados relacionados ao sistema eleitoral, seguindo o exemplo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio trouxe à tona documentos recentes divulgados pela CIA, que indicam uma suposta manipulação dos sistemas eletrônicos de votação na Venezuela. Ele declarou que a programação das urnas eletrônicas utilizadas no país vizinho teria sido alterada, supostamente para modificar o resultado das eleições de 2012.
“Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma origem dessa empresa venezuelana”, afirmou o senador.
Entretanto, é importante destacar que a empresa mencionada, Smartmatic, não fornece equipamentos para as eleições no Brasil. Após essa declaração, Flávio enfatizou que não estava “questionando o sistema de votação brasileiro” e sugeriu o envio de observadores internacionais para as eleições de outubro no Brasil.
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia desmentido informações semelhantes anteriormente. Em uma nota divulgada em novembro de 2020, a Corte esclareceu que os contratos com a Smartmatic eram apenas para “prestação de serviços de conexão de dados e voz” e que a empresa participou de uma licitação para fabricação de urnas eletrônicas, mas perdeu para a Positivo.
“Em mais de 20 anos de trajetória, o sistema foi reiteradamente testado e comprovadamente isento de quaisquer formas de manipulação, de fraude na totalização de votos ou de quebra do sigilo do voto”, afirmou o TSE.
Flávio Bolsonaro, em uma nota enviada, reafirmou que sua fala “não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro”, destacando que o convite para observadores internacionais é uma prática comum em diversas democracias, que visa reforçar a transparência do sistema.
Vale lembrar que, em julho de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro fez críticas ao sistema eleitoral durante uma reunião com embaixadores, sem apresentar provas. Em junho de 2023, o TSE declarou Bolsonaro inelegível por oito anos, com um placar de 5 a 2, devido a abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante esse encontro.
