O senador saiu do país na terça (27) em voo aos EUA, afirmam fontes da Polícia Federal e aliados. A saída ocorre apesar de decisão judicial que o impedia de viajar e da exigência de entrega dos passaportes; ele se encontrará com Eduardo na quarta (28).
O senador Flávio Bolsonaro anunciou que pedirá asilo político nos Estados Unidos e se encontrará com o irmão Eduardo Bolsonaro nesta quarta-feira (28). A movimentação ocorre em meio a uma determinação judicial que havia proibido o parlamentar de deixar o país e exigido a entrega de seus passaportes.
Flávio deixou o Brasil nesta terça-feira (27) e estava a bordo de um avião com destino aos Estados Unidos. Fontes da Polícia Federal e interlocutores próximos à família e à campanha confirmaram a saída do país. A informação surge após relatos sobre uma possível travessia pela fronteira com a Argentina, ainda sem confirmação oficial sobre local de embarque, rota ou aeroporto de destino.
Autoridades argentinas foram acionadas para verificar se o senador havia atravessado a fronteira, e até então não havia registro de passagem por postos regulares de controle migratório brasileiros. Segundo relatos, apenas integrantes do chamado núcleo duro do senador tinham conhecimento da movimentação; muitos aliados afirmaram ter sido surpreendidos pela notícia.
Desde as primeiras horas desta terça-feira, houve dificuldade para estabelecer contato com o senador. Integrantes da campanha e pessoas próximas relataram que não conseguiram localizá-lo; seguranças na porta da residência em Brasília, que estavam no local desde as 7h, disseram não ter observado movimentação no imóvel.
Na segunda-feira (26), o senador afirmou ter sido abordado pela Polícia Federal e intimado a entregar passaportes — comum e diplomático — por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, além de ser proibido de viajar ao exterior e de manter contato com o advogado Willer Tomaz, investigado em procedimento no STF. O prazo para entrega dos documentos venceu às 11h desta terça-feira, sem que os passaportes tivessem sido entregues.
“Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”
No vídeo divulgado nas redes sociais na segunda-feira, o senador criticou a decisão do ministro e reiterou que cumpriria a ordem judicial, ao mesmo tempo em que afirmou não pretender deixar o Brasil. Fontes próximas, porém, informaram que o plano de viagem seguiu adiante.
A medida judicial está relacionada a investigações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e apurações sobre o financiamento do filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A existência dessas investigações não representa conclusão de culpa; o senador e pessoas envolvidas nos procedimentos negam irregularidades.
