Em 'Nota ao Brasil', o senador contestou medidas judiciais, criticou parte da imprensa e justificou a viagem aos Estados Unidos. Promete dar entrevistas nacionais e internacionais sem restrições e condicionou a oferta da TV Globo à transmissão integral.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou neste domingo, 1º, uma mensagem intitulada “Nota ao Brasil” em que contestou medidas judiciais contra ele, criticou a atuação de parte da imprensa e justificou sua viagem aos Estados Unidos. Na nota, o parlamentar anunciou que pretende conceder entrevistas a veículos nacionais e internacionais nos próximos dias, sem cortes ou restrições de temas.
Sobre uma suposta oferta de entrevista da TV Globo, o senador afirmou que recebeu o convite, mas exigiu que a conversa fosse exibida por inteiro. Segundo o texto, ele colocou como condição a transmissão integral, sem edições e sem temas proibidos. Ainda de acordo com a nota, a emissora optou por não seguir adiante.
“Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos”
Flávio também criticou uma reportagem que o Fantástico iria exibir no domingo e disse que, na avaliação dele, a produção não lhe daria espaço para apresentar sua versão dos fatos. Na nota, o senador afirmou que, se “o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO”, esse grupo não teria condição moral de julgá-lo ou destruiu sua reputação, segundo seu relato.
“Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação”
Ao justificar a saída do país, o senador escreveu que deixou o Brasil por motivos políticos e expressou a famosa frase que titulou a mensagem. Ele também questionou uma decisão judicial que determinou medidas cautelares contra ele, afirmando que essa ordem foi expedida, conforme seu relato, sete minutos depois do anúncio do resultado do segundo turno pelo Tribunal Superior Eleitoral.
“Não saí do Brasil, saí pelo Brasil!”
No texto, o parlamentar relatou ainda uma abordagem da Polícia Federal: disse que recebeu uma intimação 12 horas depois, na rua, quando deixava a casa do ex-presidente Jair Bolsonaro; descreveu o episódio como momento de sofrimento familiar e classificou as medidas como perseguição. Flávio criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e mencionou uma operação policial na residência da família, afirmando que agentes reviraram gavetas das filhas.
“Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial”
Segundo a nota, Flávio desembarcou nos Estados Unidos em 27 de outubro, acompanhado da mulher e das duas filhas, e relatou que a Polícia Federal o abordou na saída da residência de Jair Bolsonaro para comunicar uma ordem de recolhimento de passaportes determinada por Moraes. O senador reafirmou que não se arrepende da sua atuação política e disse ter enfrentado “todo um sistema” que, na sua visão, busca manter as coisas como estão no Brasil.
“Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro”
A nota encerrou com a promessa de entrevistas em que, segundo ele, não haverá filtros ou edição prévia.
