Fim da escala 6 por 1 é prioridade imediata, diz Boulos — A mudança na jornada semanal dos trabalhadores entrou em regime de urgência no Congresso Nacional, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, declarou que a tramitação “é para agora”, reforçando a expectativa de votação até agosto.
Fim da escala 6 por 1 é prioridade imediata, diz Boulos
Na noite de 14 de abril, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviar o projeto de lei em regime de urgência constitucional, Boulos afirmou que adiar o debate é a principal estratégia de oposicionistas que resistem ao fim da escala 6 por 1. O procedimento de urgência estabelece até 45 dias para análise na Câmara dos Deputados e outros 45 dias no Senado. Caso não seja apreciada nesse período, a proposta passa a trancar a pauta das duas Casas.
“Imagino que, até agosto, tenhamos a matéria aprovada para garantir ao menos dois dias de descanso ao trabalhador brasileiro”, declarou o ministro. Ele ressaltou que a pauta não pede “nada além do básico” e destacou a necessidade de tempo para convivência familiar, lazer e qualificação profissional.
Boulos rejeitou a ideia de uma transição de cinco anos, defendida por setores da oposição para a redução gradativa da jornada. “Demorar cinco anos para reduzir uma hora por ano não dá. O fim da escala 6 por 1 é para agora”, enfatizou.
O ministro citou estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que indicam impacto econômico administrável com a mudança. Segundo ele, trabalhadores descansados são mais produtivos, e a economia brasileira tem capacidade para absorver o novo modelo sem prejuízo às empresas.
Se aprovado, o texto assegurará dois dias consecutivos de folga a cada cinco de trabalho, alterando um regime que, segundo o governo, contribui para exaustão e queda de desempenho. A proposta faz parte da agenda trabalhista defendida pelo Palácio do Planalto desde o início do mandato.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
