Na manhã desta quinta-feira, 2 de julho de 2026, o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). A ação faz parte da nova fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado à Máfia do Cigarro e ao jogo do bicho.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a ação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão e um dos detidos foi o pastor Márcio Poncio, que está sendo investigado pela PF após ser mencionado em documentos apreendidos durante a prisão do contraventor Adilsinho, ocorrida em fevereiro deste ano.
De acordo com a PF, a investigação busca aprofundar as apurações sobre os indícios de lavagem de dinheiro que envolvem integrantes da nova cúpula do jogo do bicho no estado do Rio de Janeiro, além de possíveis conexões com agentes dos poderes Executivo e Legislativo. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em diferentes localidades, incluindo o Rio de Janeiro e São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
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As investigações tiveram início a partir da análise de listas que foram apreendidas com Adilsinho, que continham registros de supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e uma contabilidade associada à lavagem de dinheiro da Máfia do Cigarro. A PF aponta que esses documentos sugerem repasses financeiros a agentes políticos fluminenses.
Com o material coletado nesta quinta-feira, os investigadores têm como objetivo rastrear o fluxo financeiro do esquema e identificar possíveis beneficiários, intermediários e operadores que possam estar envolvidos nas atividades ilícitas. A operação representa um desdobramento significativo nas investigações sobre a corrupção e lavagem de dinheiro no estado do Rio de Janeiro.

