O presidente do STF, Edson Fachin, saudou o trabalho do TSE, dos tribunais regionais e dos servidores às vésperas do primeiro turno. Citou os 1,9 milhão de mesários e pediu que os eleitores votem, reforçando confiança nas instituições.
Às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, divulgou uma nota em que reconhece o trabalho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na organização do pleito. No texto, o ministro também destacou a atuação dos Tribunais Regionais Eleitorais, dos servidores da Justiça Eleitoral e dos mais de 1,9 milhão de mesários que atuarão na votação.
Na nota, Fachin ressaltou o papel do voto como expressão da cidadania e convocou os eleitores a comparecerem às urnas. O documento reafirma a importância da confiança nas instituições durante o processo eleitoral.
“com serenidade, consciência e confiança nas instituições”
O chamado do presidente do STF foi direcionado aos mais de 158 milhões de eleitores aptos a votar no próximo domingo, 4, e chega em meio a um ambiente de atritos entre decisões do STF e do TSE sobre temas relacionados à disputa eleitoral.
Um dos episódios recentes envolve publicações nas redes sociais que associavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à retirada do título de padroeira do Brasil atribuído a Nossa Senhora Aparecida. O ministro André Mendonça, do TSE, havia determinado a retirada dessas publicações. Posteriormente, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou a restauração de uma dessas postagens.
A restauração provocou reação no TSE e, em seguida, o ministro Luiz Fux, do STF, restabeleceu a ordem de retirada. O caso foi levado ao plenário virtual do TSE, que passou a analisar o conteúdo.
Outro episódio polarizou a agenda de debates: o presidente do TSE, Nunes Marques, e a ministra do STF Cármen Lúcia rejeitaram pedidos para incluir o candidato Renan Santos (Missão) em um encontro promovido pela TV Globo. Na noite de quinta-feira, 1º, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a participação do candidato, contrariando as decisões anteriores.
Diante dessas decisões e da determinação da ministra do TSE Estela Aranha de proibir a exibição do púlpito reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva vazio, a emissora optou por cancelar o debate. A empresa de comunicação afirmou que as decisões configuram “interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa”.
Na nota divulgada pelo presidente do STF, porém, não há menção a esses episódios nem citação nominal aos ministros envolvidos. O documento se concentra na defesa da atuação da Justiça Eleitoral e na preparação do país para o primeiro turno das eleições gerais.
