Extradição de Carla Zambelli é analisada por corte italiana
Extradição de Carla Zambelli é analisada por corte italiana. Na terça-feira, 20 de janeiro, a Corte de Apelação de Roma passou a julgar o pedido enviado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para trazer de volta ao Brasil a ex-deputada Carla Zambelli, presa na Itália desde julho de 2025.
Julgamento em Roma
Durante a sessão, os magistrados ouviram os argumentos dos advogados de defesa e examinaram a documentação remetida pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes. O material descreve o regime carcerário brasileiro e detalha a estrutura da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde Zambelli deverá cumprir a pena caso seja extraditada.
Condenações impostas pelo STF
Zambelli acumula duas sentenças definitivas: dez anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (em conjunto com o hacker Walter Delgatti) e outra por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Diante das condenações, Moraes determinou a perda imediata do mandato parlamentar em dezembro de 2025, mas a própria ex-deputada apresentou renúncia logo em seguida.
Argumentos da defesa
Os advogados alegam perseguição judicial e política no Brasil e contestam as condições carcerárias nacionais. Em audiência anterior, também solicitaram prazo extra para avaliar os documentos enviados pelo STF, o que levou ao adiamento da decisão. Ainda assim, o Ministério Público da Itália já havia se manifestado favoravelmente à extradição em parecer emitido em outubro de 2025.
Estrutura da Penitenciária Feminina
No relatório apresentado a Roma, Moraes afirma que a Colmeia oferece padrões adequados de salubridade, segurança e assistência, além de atendimento médico, cursos técnicos e histórico sem rebeliões. Segundo o Ministério da Justiça da Itália, informações sobre condições de encarceramento são critérios centrais para decisões de extradição.
Com a avaliação encerrada, a Corte de Apelação decidirá se autoriza ou não o retorno de Zambelli ao Brasil para o cumprimento das penas impostas pelo Supremo.
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Crédito da imagem: Lula Marques/Agência Brasil
Fonte: Lula Marques/Agência Brasil
