Extradição de brasileiro preso pelo ICE nos EUA gera cobrança familiar
Extradição de brasileiro preso pelo ICE nos EUA mobiliza a família de Matheus Silveira, que questiona a demora para o retorno do jovem ao Brasil após mais de três meses detido em centros migratórios norte-americanos.
Extradição de brasileiro preso pelo ICE nos EUA gera cobrança familiar
Matheus Silveira, residente nos Estados Unidos desde 2019, aguarda a execução de uma ordem de saída voluntária determinada pela Justiça migratória norte-americana em 2025. Mesmo com a autorização para deixar o país, o mineiro de 27 anos permanece custodiado pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) desde novembro, agora em um centro de detenção na Louisiana.
De acordo com relatos da mãe, Luciana Santos de Paula, o tratamento oferecido ao filho é “desumano”. Ela afirma que a família precisa pagar pela alimentação adicional e pelas ligações, cujos custos são elevados. “O combinado era que ele seria transferido para um centro próximo ao aeroporto e, dois dias depois, embarcaria. Isso nunca aconteceu”, declarou.
A esposa de Matheus, a norte-americana Hanna Silveira, militar e advogada, também alega falta de informações. Nem ela nem a representante legal contratada conseguem acesso a detalhes sobre o processo ou previsões de voo. Segundo especialistas em imigração, procedimentos de remoção podem sofrer atrasos por questões burocráticas, vagas em voos fretados e revisões administrativas do próprio ICE. O órgão, porém, não se manifesta publicamente sobre casos individuais, como indica o site oficial do próprio ICE.
Itamaraty acompanha o caso
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores confirmou que presta assistência consular a Matheus e aos familiares. A pasta não informou prazos, mas destacou que segue orientações do governo norte-americano e oferece apoio jurídico básico, visitas consulares e contato com parentes.
Matheus foi detido logo após a etapa final para obtenção do green card. Ao ser preso, desistiu do visto permanente e solicitou formalmente a saída voluntária, medida que, em tese, evita punições futuras. A família questiona por que, se a permanência foi negada, ainda há manutenção da custódia.
Impasse evidencia lentidão do sistema migratório
Casos semelhantes costumam reacender críticas à morosidade nos processos de deportação dos EUA. Organizações de direitos humanos apontam superlotação e falta de transparência nos centros de detenção. Para os parentes de Matheus, cada dia de espera agrava o sofrimento. “Se não o querem lá, por que o mantêm preso?”, indaga a mãe.
No Brasil, grupos de apoio a imigrantes acompanham a situação e cobram soluções. Enquanto isso, a família segue buscando respostas e aguarda a definição de uma data para o retorno do jovem.
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Crédito da imagem: Hannah Silveira/Facebook
Fonte: Agência Brasil
