Míssil hipersônico Oreshnik: Rússia ataca infraestruturas na Ucrânia foi o destaque de um novo bombardeio em larga escala que incluiu drones, mísseis de cruzeiro e projéteis balísticos, informou o governo russo.
Projétil atinge até dez vezes a velocidade do som
De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, o lançamento do Oreshnik — capaz de alcançar Mach 10 e transportar ogivas nucleares — foi uma retaliação a uma tentativa ucraniana de atacar, com drones, uma das residências do presidente Vladimir Putin. Kiev nega qualquer investida contra o líder russo.
Fontes oficiais de Moscou afirmam que o alvo principal foram “infraestruturas críticas”, entre elas uma fábrica que, segundo os russos, produz drones usados no suposto ataque a Putin, além de instalações energéticas. “Os objetivos foram destruídos”, declarou a pasta da Defesa em nota.
Segundo uso do Oreshnik desde o fim de 2024
Esta é a segunda ocasião em que o míssil hipersônico é empregado na guerra. O primeiro disparo do Oreshnik ocorreu no final de 2024, marcando uma intensificação no arsenal utilizado pelo Kremlin. A introdução reiterada de armamento hipersônico preocupa especialistas pela dificuldade de detecção e de interceptação do projétil, tema explorado em análise recente da BBC.
Ucrânia relata vítimas e contesta narrativa russa
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que 22 mísseis de cruzeiro, 13 balísticos e 242 drones foram identificados durante o ataque, que deixou pelo menos quatro mortos em Kiev e dezenas de feridos. Zelensky pediu reação “clara” da comunidade internacional, especialmente dos Estados Unidos, para conter a escalada militar russa.
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O governo ucraniano também afirma que prédios residenciais foram atingidos, contradizendo o Kremlin, que garante ter mirado apenas alvos militares e industriais.
Em meio às negociações para um eventual acordo de paz, o novo ataque hipersônico adiciona tensão às conversas e expõe o poderio tecnológico da Rússia, que aposta em armas de alta precisão e longo alcance para pressionar Kiev.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
