Uma mensagem interna da Reserva do Exército indica que tropas podem ser necessárias em 90 a 120 dias para apoio ao Comando Sul. O ofício pediu informações ao Batalhão de Apoio Logístico até esta sexta-feira.
Reportagem divulgada nesta sexta-feira (25) informou que o Exército dos Estados Unidos se prepara para uma possível ação militar ao redor de Cuba. Segundo o material, a tropa de reserva emitiu uma mensagem interna sobre forças que ficariam à disposição da unidade de Comando Sul, que atua na América Central, na América do Sul e no Caribe.
O texto afirma que um ofício, emitido na semana passada pelo quartel‑general da Reserva do Exército, indicou que as forças “possivelmente seriam necessárias em 90 a 120 dias”. O documento solicitou informações até esta sexta‑feira do Batalhão de Apoio Logístico, do Batalhão de Engenharia, da Brigada Médica e da Brigada de Polícia Militar, unidade responsável por segurança, detenção e outras missões de aplicação da lei.
“possivelmente seriam necessárias em 90 a 120 dias”
O ofício não citou Cuba explicitamente, tampouco indicou que alguma unidade já recebeu ordens de mobilização. No entanto, funcionários do governo norte‑americano relataram que a solicitação faz parte da continuidade do planejamento militar sobre a ilha.
O envio do ofício ocorreu em meio ao aumento da pressão do presidente dos Estados Unidos sobre Cuba, para que Havana promova reformas políticas. Durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente afirmou que o governo cubano “cairá” e que “a liberdade chegará a Cuba”.
“cairá” e “a liberdade chegará a Cuba”
Antes da Assembleia Geral, o governo americano impôs sanções contra empresas e autoridades cubanas, incluindo instituições ligadas ao desenvolvimento militar. Cuba está sob um embargo comercial, econômico e financeiro imposto pelos Estados Unidos desde a década de 1960.
Do outro lado, o presidente de Cuba, Miguel Díaz‑Canel, tem prometido retaliar qualquer ofensiva dos Estados Unidos contra o país. O líder cubano também acusou Washington de “agressão” e de conduzir uma “guerra econômica” ao bloquear exportações de petróleo da Venezuela, medida que resultou em uma crise energética na ilha.
“agressão” e “guerra econômica”
O cenário descrito sustenta um clima de tensão entre Washington e Havana, com movimentações logísticas internas e advertências públicas de ambos os lados. As informações divulgadas apontam para um reforço de preparativos, mas não confirmam mobilizações em curso nem a previsão de acionamento imediato das unidades listadas.
