EUA liberam produção de petróleo na Venezuela e vetam China e Rússia em licença do Departamento do Tesouro que afrouxa o embargo econômico e permite novas transações no setor de petróleo e gás do país sul-americano.
EUA liberam produção de petróleo na Venezuela e vetam China e Rússia
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), ligado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, publicou em 11 de fevereiro de 2026 uma licença que facilita operações de exploração, desenvolvimento e transporte de petróleo na Venezuela. O texto admite pagamentos, serviços de logística, fretamento de embarcações, seguros marítimos e uso de terminais portuários, além de autorizar a manutenção e o reparo de equipamentos usados na cadeia produtiva.
A flexibilização, contudo, exclui explicitamente pessoas e empresas associadas ou controladas, direta ou indiretamente, por China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Irã. A participação de companhias ou indivíduos desses países em qualquer transação ligada ao petróleo venezuelano continua proibida.
Washington decidiu afrouxar parte do bloqueio pouco mais de um mês após a captura do presidente Nicolás Maduro durante a invasão à Caracas, fato que alterou o cenário político interno. O governo interino comandado por Delcy Rodríguez encaminhou ao Parlamento uma nova lei do petróleo, voltada a atrair capitais estrangeiros, e propôs anistia para opositores, sinalizando mudanças econômicas e institucionais.
Em reação, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, classificou as restrições como “discriminação flagrante”. Ele afirmou que Moscou pretende pedir esclarecimentos a Washington, lembrando que Rússia, China e Irã já investiram pesadamente no setor de energia da Venezuela, segundo declarações reproduzidas pela agência Reuters.
O Serviço de Informações de Energia dos EUA avalia que a produção venezuelana permanece incerta, embora as exportações de petróleo bruto tenham apresentado recuperação em janeiro. A entidade projeta que, caso a ampliação das licenças seja mantida, a produção poderá voltar aos níveis anteriores ao bloqueio até meados de 2026.
Grande parte do petróleo já extraído segue para terminais de armazenamento no Caribe, aguardando compradores que cumpram as novas regras de licenciamento. Analistas do setor veem a retirada parcial das sanções como oportunidade para que empresas ocidentais retomem projetos paralisados e modernizem a infraestrutura local.
No momento, investidores monitoram o desdobramento das negociações políticas em Caracas e eventuais contestações jurídicas aos termos da licença, enquanto prestadores de serviço marítimo começam a redesenhar rotas e a renegociar contratos de fretamento.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
