O agronegócio brasileiro respirou aliviado após Washington isentar a carne bovina das novas tarifas. A medida preserva um dos principais produtos de exportação do Brasil ao mercado americano.
O governo americano anunciou nesta terça-feira (02) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, dentro do contexto da investigação conduzida com base na Seção 301. Essa notícia gerou uma reação imediata no mercado e acendeu o alerta no setor produtivo do Brasil. Contudo, um detalhe importante mudou a dinâmica das conversas nos bastidores do agronegócio: a carne bovina foi excluída da lista de produtos que sofrerão a tarifa.
Fontes ligadas à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) revelaram, em caráter reservado, que essa exclusão representa uma vitória significativa, eliminando, por enquanto, o risco de perda imediata de competitividade da carne brasileira no mercado americano. A análise do setor é de que os Estados Unidos reconheceram a dependência do próprio mercado doméstico em relação às importações brasileiras, especialmente em um momento em que o rebanho americano está passando por uma redução histórica e os preços da proteína continuam elevados. Sem a carne brasileira, a situação seria complicada para ambos os lados.
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Apesar do alívio, a situação ainda demanda cautela. A proposta de exclusão da carne bovina ainda passará por uma consulta pública e poderá sofrer ajustes antes da decisão final. Além disso, permanecem em vigor as tarifas e os mecanismos de quota já aplicáveis às exportações brasileiras, tornando o cenário comercial entre os dois países instável.
Nos bastidores, a orientação é de monitoramento contínuo e diálogo com autoridades brasileiras e parceiros estratégicos. O setor pode ter escapado desta rodada, mas está ciente de que a batalha ainda não terminou. A expectativa é de que, mesmo com a exclusão temporária da tarifa, o cenário de incertezas persista, demandando atenção constante.
