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Política

EUA e Irã se reúnem na Suíça para negociar paz no Oriente Médio

Rafael Ramos
De Rafael Ramos
Publicado: 21/06/2026
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Delegações dos dois países iniciam conversas neste domingo em território neutro. JD Vance representa Washington nas negociações históricas.

O diálogo entre Estados Unidos e Irã, que tem como objetivo encerrar a guerra no Oriente Médio, terá início HOJE (21) na Suíça. A delegação iraniana e o vice-presidente americano, JD Vance, já estão no país para as negociações. De acordo com informações da chancelaria suíça, os negociadores de Teerã desembarcaram na Suíça no sábado (20).

A delegação do Irã é composta por nomes influentes, incluindo o negociador-chefe e presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, o chanceler Abbas Araqchi e o governador do Banco Central, Abdolnaser Hemmati. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deixou Washington no sábado e se juntará ao enviado especial Steve Witkoff e ao genro do ex-presidente Donald Trump, Jared Kushner, que já se encontram na Suíça.

Um memorando de entendimento assinado nesta semana estabelece um prazo de 60 dias para a elaboração de um acordo final, que focará no programa nuclear iraniano e na possibilidade de levantamento das sanções que afetam a economia do país. As conversas preparatórias começaram HOJE, e a chancelaria do Irã anunciou que representantes dos países mediadores, Catar e Paquistão, também participarão das negociações técnicas.

O porta-voz da diplomacia iraniana fez um alerta aos Estados Unidos, afirmando que o protocolo estará “em risco” se suas cláusulas não forem aplicadas rapidamente. Esta declaração se refere à situação no Líbano, onde Israel e o Hezbollah estão em confronto.

O comando militar central do Irã anunciou no sábado o fechamento do Estreito de Ormuz em resposta aos ataques de Israel no sul do Líbano, considerando-os uma violação do acordo com os Estados Unidos. A nota do comando militar indicou que a passagem “será fechada à navegação de navios” e que essa é uma resposta ao descumprimento de promessas por parte de Israel.

A nota ainda adverte que, caso a agressão continue, novas medidas poderão ser planejadas para forçar o cumprimento das obrigações. Em meio a isso, o ex-presidente Donald Trump ameaçou aplicar um pedágio no Estreito, caso não haja um acordo.

O Estreito de Ormuz é uma via importante para o transporte de petróleo e gás, e foi bloqueado pelo Irã durante boa parte da guerra, impactando os mercados globais de energia. Teerã havia concordado em reabri-lo como parte do memorando de entendimento com os Estados Unidos, e o tráfego marítimo foi retomado gradualmente nos últimos dias.

Uma autoridade do Exército de Israel informou que as forças armadas receberam ordens para interromper os combates no sul do Líbano, onde enfrentam o movimento pró-Irã Hezbollah, apesar de um cessar-fogo em vigor. O funcionário explicou que as tropas “não estão realizando ataques proativos”, mas agindo de forma defensiva dentro da zona de segurança no sul do Líbano.

Relatos da mídia estatal libanesa indicam que ataques aéreos israelenses atingiram cerca de 20 localidades, resultando em mais de 30 mortes. Desde o início do conflito em 2 de março, os bombardeios israelenses no Líbano deixaram 4.057 mortos, segundo dados do Ministério da Saúde libanês.

O Exército de Israel também informou sobre a morte de um de seus soldados, somando cinco militares israelenses mortos no Líbano desde o anúncio do memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos. O Hezbollah declarou que Israel é “totalmente responsável” pelas violações da trégua, e embora o cessar-fogo acordado em abril tenha sido respeitado em sua maior parte, a situação no Líbano é mais complicada, com três acordos de trégua que duraram apenas algumas horas.

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