Dois mísseis balísticos disparados pelo Irã foram interceptados pelos EUA na noite de domingo. Nenhum soldado americano ficou ferido no ataque, confirmou o Centcom.
Na noite de domingo, 31 de maio, os Estados Unidos derrubaram dois mísseis balísticos lançados pelo Irã em direção a bases norte-americanas localizadas no Kuwait. O incidente ocorreu por volta das 23h, no horário da Costa Leste dos EUA, e, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), não houve feridos entre as tropas americanas durante a ação.
O Centcom informou que “esses mísseis foram imediatamente neutralizados, e nenhum pessoal norte-americano foi ferido”. A entidade reafirmou seu compromisso em proteger suas forças contra qualquer tipo de agressão iraniana, ao mesmo tempo em que apoia a trégua que está em vigor na região.
“O Comando Central dos EUA permanece vigilante e continuará a proteger nossas forças contra a agressão iraniana, enquanto apoia o cessar-fogo em curso”, declarou o órgão de defesa.
Em resposta às ações dos EUA, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) anunciou, na segunda-feira, 1º de junho, que havia bombardeado uma base militar utilizada pelos norte-americanos em ataques ao território iraniano. O governo iraniano não forneceu detalhes sobre a localização exata da base atingida.
Informações vindas do Kuwait indicam que o Exército do país ativou seus sistemas de defesa aérea em resposta a uma nova ofensiva que envolveu mísseis e drones. De acordo com a comunicação oficial, esta foi a segunda interceptação de mísseis em menos de uma semana. O barulho de explosões que foi ouvido na região foi atribuído à neutralização dos mísseis hostis.
A Kuwait News Agency (Kuna) relatou que sirenes de alerta foram acionadas em várias partes do Kuwait, mesmo com a trégua entre os EUA e o Irã ainda em vigor. O governo do Kuwait condenou os “repetidos e flagrantes ataques iranianos, que representam uma perigosa escalada” na região, referindo-se aos ataques ocorridos durante a madrugada.
O Ministério das Relações Exteriores do Kuwait classificou os incidentes como “um ataque direto à segurança e à estabilidade do Estado” e “uma violação flagrante” do Direito internacional, da Carta da ONU e da Resolução n° 2.817/2026, do Conselho de Segurança.
O Estado-Maior do Exército kuwaitiano confirmou a interceptação dos “ataques inimigos”, mas não especificou as áreas que foram atingidas. O Ministério também ressaltou o grave risco que essas ações representam à população civil e às infraestruturas essenciais do país, advertindo que a continuidade dos ataques pode comprometer iniciativas destinadas a reduzir a tensão regional. O governo kuwaitiano se reservou o direito de adotar medidas necessárias para garantir sua segurança e integridade territorial.
