EUA atacam Irã e fechamento de Ormuz eleva tensão no Golfo
EUA atacam Irã e fechamento de Ormuz eleva tensão no Golfo. O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos confirmou, em nota divulgada na rede social X, que iniciou uma nova série de bombardeios contra vários alvos iranianos às 0h45, horário de Teerã, depois de o presidente Donald Trump declarar que reagiria “com muita força” se não houvesse avanço no processo de paz.
Bombardeios sucedem ameaças de Trump
Horas antes dos ataques, Trump afirmou a repórteres na Casa Branca que “atacaria com força” caso o Irã não aceitasse um acordo imediato. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, reforçou a posição durante visita ao Comando Central, na Flórida, dizendo que as ações deveriam “promover interesses militares e fortalecer a posição diplomática” de Washington.
Irã fecha o Estreito de Ormuz
Em resposta, o alto comando militar conjunto do Irã anunciou, na quinta-feira (11 de junho de 2026, horário local), o bloqueio total do Estreito de Ormuz. O estreito, fundamental para o fluxo global de petróleo, passa a ter a passagem de navios comerciais e petroleiros considerada alvo militar. Autoridades iranianas alertaram que qualquer embarcação que tentar cruzar a rota será atacada.
Escalada após cessar-fogo frágil
Os ataques mais recentes marcam o agravamento de uma escalada iniciada após o cessar-fogo provisório do início de abril. Desde então, ambos os lados trocaram disparos esporádicos, inclusive com o abate de um helicóptero norte-americano perto de Ormuz, na segunda-feira anterior. Na terça-feira, forças dos EUA já haviam destruído sistemas de defesa aérea iranianos na região.
Ataques e contrarrespostas
Depois do bombardeio norte-americano, Teerã lançou mísseis e drones contra bases dos EUA na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein. Segundo uma autoridade em Washington, não houve danos significativos. O Irã, porém, acusa os EUA de atingir reservatórios que abastecem dez aldeias com água potável, classificando a ação como “crime de guerra” e “violação flagrante dos direitos humanos”.
Movimentação diplomática continua
Apesar da retórica beligerante, há sinais de que a via diplomática não foi totalmente abandonada. Uma delegação do Catar, mediador frequente entre os dois países, desembarcou em Teerã para discutir os últimos episódios, de acordo com a imprensa iraniana. Analistas ouvidos pela agência Reuters apontam que qualquer avanço dependerá da manutenção de canais abertos de diálogo.
No Parlamento iraniano, o deputado Ebrahim Azizi declarou que “a guerra não se limitará à região” se Washington ampliar as ofensivas, indicando que alvos fora do Golfo podem entrar na mira iraniana.
O Pentágono não comentou de imediato as acusações de Teerã sobre danos a infraestrutura civil, e Trump não especificou se futuras investidas mirariam usinas de energia ou pontes.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
