Estupro coletivo no Rio: jovens indiciados seguem foragidos
Estupro coletivo no Rio: a Polícia Civil procura quatro jovens e um adolescente apontados como autores da violência sexual contra uma estudante de 17 anos, ocorrida em 31 de janeiro, na zona norte carioca.
Investigação reúne imagens e depoimentos
O inquérito conduzido pela 12ª Delegacia de Polícia incorporou gravações do circuito interno que mostram os cinco indiciados entrando no apartamento onde o crime ocorreu. Segundo a corporação, a vítima foi convidada por um colega de escola, o único adolescente do grupo, para “visitar a casa de um amigo”. No local, ela foi levada a um quarto, trancada e submetida a atos libidinosos mediante força física e psicológica.
Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que solicitou a prisão preventiva dos quatro adultos e a apreensão do adolescente por estupro e ato infracional análogo. Até o momento, nenhum deles foi localizado.
Repercussão em instituições de ensino e esporte
Dois dos suspeitos estudam no Colégio Pedro II, que instaurou processo para expulsão. A administração do campus, em conjunto com a Reitoria, declarou não tolerar “a barbárie da violência de gênero” e garantiu acolhimento sigiloso à vítima e familiares.
Outro indiciado, João Gabriel Xavier Berthô, atuava como jogador do Serrano FC. O clube anunciou o afastamento imediato e a suspensão de seu contrato, afirmando repudiar “qualquer forma de assédio ou violência”.
Próximos passos do caso
Com a formalização dos indiciamentos, o Ministério Público deve avaliar a denúncia antes do oferecimento de ação penal. Caso a Justiça acate o pedido de prisão, os réus podem ser julgados por estupro de vulnerável, crime com pena que varia de oito a 15 anos de reclusão. O adolescente ficará sujeito a medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Especialistas apontam que a coleta rápida de provas digitais, como as imagens de segurança, pode agilizar a responsabilização judicial. A defesa dos acusados ainda não se manifestou publicamente.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
