Dois jovens de Niterói representaram o Brasil e conquistaram o primeiro lugar em competição científica internacional em Portugal. A invenção ajuda pacientes com mobilidade reduzida a ganharem mais autonomia.
O talento e a inovação de dois jovens estudantes brasileiros chamaram a atenção do mundo. João Marcelo e Cauã Da Cal, alunos da Escola Técnica Estadual Henrique Lage (ETEHL), localizada em Niterói (RJ), conquistaram o prêmio de Melhor Projeto Internacional na Mostra de Ciência 2026, que ocorreu em Portugal. Eles desenvolveram uma maca hospitalar controlada por voz, com o objetivo de ampliar a autonomia de pacientes com mobilidade reduzida.
Como únicos representantes do Brasil na competição, os estudantes do curso de Eletrônica apresentaram uma solução tecnológica inovadora, capaz de transformar a rotina de idosos, pessoas com deficiência e pacientes que enfrentam limitações motoras. A maca utiliza modernos módulos de reconhecimento vocal que permitem ajustar a altura e a inclinação do leito apenas por comandos de voz, eliminando a necessidade de manivelas ou painéis de controle tradicionais.
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A motivação que levou João Marcelo, de 18 anos, a criar o projeto veio de uma experiência pessoal. Ele buscava formas de melhorar a qualidade de vida da avó, que possui problemas cardíacos. Impulsionados por essa inspiração, ele e seu colega Cauã deram início ao desenvolvimento da ideia sob a orientação do professor Altair Martins.
Após um ano de intensas pesquisas, testes e visitas técnicas ao Hospital Antônio Pedro, o protótipo da maca hospitalar evoluiu para uma solução inovadora que já recebeu diversos reconhecimentos em importantes feiras científicas e tecnológicas. Antes de brilhar em Portugal, a maca já havia conquistado o primeiro lugar na feira do Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Estado do Rio de Janeiro (CRT-RJ) e foi premiada na Mostratec, uma das mais relevantes mostras internacionais de ciência e tecnologia da América Latina. Além disso, o projeto alcançou o segundo lugar na Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro (FECTI) e o terceiro lugar na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace).
A premiação internacional destaca não apenas o potencial da educação pública e da pesquisa aplicada, mas também a criatividade dos jovens brasileiros. Mais do que uma simples inovação tecnológica, o projeto demonstra como a ciência pode ser uma ferramenta poderosa para promover inclusão, acessibilidade e melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas.
