O crescimento do crime organizado, em especial através do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV), exige que o Estado brasileiro assuma a responsabilidade de enfrentar seus próprios criminosos com inteligência e integração. Em editorial publicado no dia 30 de maio de 2026, o jornal O Estado de S. Paulo defende que o combate às máfias nacionais deve ser uma prioridade das autoridades brasileiras. O texto destaca que nenhuma ação isolada vinda de Washington será capaz de resolver a questão da violência, e que a solução definitiva depende de ações policiais concretas.
O editorial também aponta que os Estados Unidos têm o direito de classificar as facções brasileiras como grupos terroristas, visando proteger seus interesses. Contudo, isso não implica que tropas norte-americanas desembarcarão no Brasil para patrulhar as ruas. O Estadão critica a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sugerindo que ele deve trocar discursos inflamados por uma abordagem mais serena e focada na negociação direta com o presidente Donald Trump.
A publicação ressalta que o governo brasileiro precisa adotar uma postura mais madura, deixando de lado bravatas, para resguardar os interesses do país. O Palácio do Planalto deve combinar a defesa da soberania nacional com o fortalecimento das relações diplomáticas com a nova administração norte-americana. O enfrentamento a estruturas criminosas complexas requer a construção de um ambiente de cooperação contínua com Washington, o que pode ajudar a cortar as fontes de financiamento que sustentam as atividades criminosas.
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O Estado de S. Paulo observa que o PCC e o CV evoluíram de grupos locais de tráfico de drogas para máfias com atuação transnacional, sendo capazes de disseminar o medo em grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e capitais das regiões Norte e Nordeste. O jornal manifesta apoio a qualquer medida institucional que fortaleça a capacidade do Estado de reprimir a criminalidade organizada.
“É necessário que o governo federal adote uma postura de cooperação internacional para enfrentar o crime organizado”, afirma a publicação.
