Espaço aéreo da Venezuela está fechado, afirma Trump
Espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado totalmente fechado pelas companhias aéreas, declarou o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump em mensagem publicada na Truth Social, plataforma criada por ele próprio. O político estendeu o aviso a supostos traficantes de drogas e de pessoas, sem apresentar detalhes sobre como o bloqueio seria imposto.
Autoridades norte-americanas foram apanhadas de surpresa
De acordo com a agência Reuters, integrantes do governo em Washington relataram não terem conhecimento de qualquer operação militar em andamento que viesse a sustentar o fechamento do espaço aéreo venezuelano. Fontes ligadas ao Departamento de Defesa afirmaram que não existia plano oficial para patrulhar a região ou restringir voos civis no momento da publicação de Trump.
Caracas classifica anúncio como “ameaça colonialista”
Horas após a postagem, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela divulgou nota acusando Trump de proferir “ato hostil, unilateral e arbitrário” contra a soberania do país. O governo de Nicolás Maduro sustentou que a declaração viola os princípios do Direito Internacional e reforça uma “política permanente de agressão” dos Estados Unidos à América Latina e ao Caribe.
Escalada de tensão nas últimas semanas
Nos meses recentes, a Casa Branca intensificou a presença de navios de guerra no Mar do Caribe sob o argumento de combater o tráfico de drogas. Em ações anteriores, embarcações menores foram abatidas, resultando em mortes. Há duas semanas Trump chegou a mencionar a possibilidade de diálogo com Maduro; entretanto, em pronunciamento divulgado no final de outubro, voltou a falar em operações terrestres contra narcotraficantes.
Em resposta, Maduro orientou a Força Aérea venezuelana a permanecer em estado de alerta para defender o espaço aéreo nacional e a integridade do território.
Embora a declaração de Trump não tenha sido acompanhada de medidas concretas até o momento, especialistas alertam que a retórica pode aumentar a instabilidade regional e afetar rotas comerciais que sobrevoam o Caribe.
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Crédito da imagem: Jonathan Ernst
Fonte: Agência Brasil
