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Política

Escândalos repetidos elevam o custo da corrupção no Brasil

Rafael Ramos
De Rafael Ramos
Publicado: 30/08/2026
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Escândalos repetidos elevam o custo da corrupção no Brasil
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Análise aponta 17,5 anos de escândalos que corroem as contas públicas e a confiança. O Brasil aparece em 108º entre 182 países na percepção de corrupção. É urgente revisar gestões e punições para evitar a repetição.

É impressionante como, segundo a análise apresentada, o país tem registrado, de forma constante, escândalos durante governos de partidos de esquerda que dirigem o país há cerca de 17 anos e meio. Esses episódios ajudam a colocar o Brasil entre as nações com maior percepção de corrupção: entre 182 países, o país aparece na 108ª posição.

“Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”

Ao longo desse período, houve registros e processos que marcaram a política e a administração pública. No primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorreu o chamado Mensalão, investigado na Ação Penal 470 pelo Supremo Tribunal Federal. A Suprema Corte condenou dirigentes partidários e lideranças políticas, além de banqueiros e publicitários, por crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e peculato. O texto original também registra dúvidas sobre a qualidade de provas em relação a José Dirceu.

Em 2014 e anos seguintes veio o escândalo do Petrolão/Operação Lava Jato, revelado no fim do primeiro mandato e no início do segundo governo de Dilma Rousseff. A operação resultou no bloqueio e na devolução de bilhões de reais à Petrobras e levou a confissões e condenações de executivos de empreiteiras, ex-diretores da estatal e dezenas de políticos e parlamentares. Parte expressiva das condenações proferidas na 13ª Vara Federal de Curitiba e ratificadas pelo TRF-4 foi depois anulada pelo STF por razões processuais, como incompetência territorial e questões relativas à atuação do ex-juiz Sergio Moro.

O texto também lembra outros episódios: irregularidades no Banco do Brasil/Caso Visanet (2005); o Escândalo dos Sanguessugas ou Máfia das Ambulâncias (2006); o Escândalo dos Aloprados (2006); a Operação Zelotes (2015); e desvios no Ministério do Trabalho e no empréstimo consignado, ligados à Operação Custo Brasil (2016).

Agora, neste terceiro mandato do presidente Lula, estoura o caso do Banco Master. As investigações desse escândalo seguem com desdobramentos sobre repasses bilionários a gestoras e apurações de pagamentos de propina a servidores públicos. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília. As apurações continuam e o texto original ressalta que não cabe antecipar qualquer julgamento antes da devida comprovação dos fatos.

Há ainda a investigação sobre descontos automáticos não autorizados do INSS, com movimentações suspeitas que podem superar R$ 6 bilhões, envolvendo associações e sindicatos. Foram realizadas prisões e as apurações prosseguem. Conforme requerimentos apresentados ao Congresso Nacional, esse caso alcançaria figuras e aliados do governo, com pedidos de investigação que tratam de conexões entre parlamentares da base e nomes próximos ao presidente.

O texto defende que a corrupção é o mal maior em uma democracia e argumenta que, sem sua erradicação, o país não crescerá. Cita-se ainda a trajetória da dívida pública: a redução de 75% para 71% do PIB no governo anterior e a elevação de 71% para 81% do PIB no atual, estimando um aumento em torno de R$ 1,3 trilhão. A conclusão é que combater a corrupção é imperativo para recuperar recursos públicos, garantir serviços básicos e restaurar a credibilidade das instituições.

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