Escala 6×1 volta ao centro do debate trabalhista após o Palácio do Planalto reafirmar, em 2 de dezembro, oposição ao parecer do deputado Luiz Gastão (PSD-CE) que mantém esse regime mesmo com a redução da jornada para 40 horas semanais.
Governo defende folgas adequadas e qualidade de vida
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que o Executivo considera imprescindível extinguir o modelo 6×1 para garantir tempo de lazer, convívio familiar e resolução de demandas pessoais. A posição foi reforçada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que citou pesquisas apontando apoio de mais de 70% da população ao fim da escala.
Parecer será analisado em subcomissão e depois na CCJ
O relatório de Luiz Gastão deve ser apreciado por uma subcomissão da Câmara em 3 de dezembro; se aprovado, seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto mantém o ciclo de seis dias de trabalho por um de descanso, o que, na avaliação do governo, anula os avanços da jornada reduzida.
Propostas em tramitação ampliam pressão
O debate ocorre em paralelo a duas proposições: a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e o PL 67/2025, da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS). Ambas sugerem a diminuição da carga semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial. Segundo o Tribunal Superior do Trabalho, mudanças na jornada demandam consenso entre Legislativo, Executivo e representantes laborais para evitar insegurança jurídica.
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“Seguiremos dialogando no Parlamento e na sociedade para assegurar o fim da escala 6×1 sem redução de salário”, afirmou Boulos, indicando articulação com centrais sindicais e bancadas temáticas.
Enquanto a votação se aproxima, entidades patronais alegam potencial aumento de custos operacionais, mas o governo sustenta que jornadas mais equilibradas elevam produtividade e reduzem afastamentos por saúde.
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Crédito da imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil
Fonte: Rovena Rosa/Agência Brasil
