Empresas associadas a um suspeito de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) receberam repasses da rede pública de saúde de Goiás durante a gestão do governador Ronaldo Caiado (PSD). A informação foi apurada recentemente e revela que os pagamentos foram realizados por meio do Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), organização social responsável pela administração de unidades hospitalares estaduais.
Entre os anos de 2020 e 2025, empresas apontadas na investigação como vinculadas ao grupo sob suspeita teriam recebido centenas de milhões de reais. A Polícia Civil de São Paulo identificou o empresário mencionado como o beneficiário final de um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado à facção criminosa.
As empresas em questão atuaram como fornecedoras contratadas pela organização social que gerencia os hospitais. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás se manifestou afirmando que a contratação dos prestadores de serviço é de responsabilidade exclusiva das organizações sociais, não havendo participação direta do governo estadual na escolha dos fornecedores.
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“Caso houvesse suspeitas formalizadas sobre ligação de fornecedores com o crime organizado, órgãos federais de investigação e controle deveriam ter comunicado previamente o governo estadual”, declarou o governador Caiado ao comentar o caso.
O Imed, por sua vez, informou que não tinha conhecimento das investigações que envolvem empresários associados às empresas contratadas. O instituto enfatizou que seus processos de contratação seguem rigorosamente regras internas e critérios técnicos estabelecidos em regulamento.
Este episódio levanta questionamentos sobre a transparência e a fiscalização em contratações públicas, especialmente em áreas sensíveis como a saúde. Enquanto as investigações continuam, a sociedade aguarda mais esclarecimentos sobre o uso de recursos públicos e as relações entre empresas e organizações sociais no estado.
