Embaixador do Brasil na ONU critica EUA na Venezuela Em discurso no Conselho de Segurança, em 5 de janeiro, Sérgio Danese afirmou que a intervenção armada norte-americana e o sequestro do presidente Nicolás Maduro não podem ser legitimados sob o argumento de que “os fins justificam os meios”.
Embaixador do Brasil na ONU critica EUA na Venezuela
O representante permanente do Brasil na Organização das Nações Unidas, Sérgio Danese, declarou que qualquer tentativa de derrubar governos pela força, motivada por interesses econômicos ou de exploração de recursos, carece de legitimidade e viola a soberania nacional. Para ele, admitir tal lógica abriria caminho para que os mais poderosos definissem unilateralmente o que é certo ou errado, comprometendo o princípio da autodeterminação dos povos.
Durante a sessão, Danese frisou que Brasília descarta a criação de protetorados como solução para a crise venezuelana. Segundo o embaixador, a saída deve ser construída “dentro dos limites da Constituição venezuelana”, respeitando a vontade popular. Ele pediu que o Conselho de Segurança reaja “com determinação e clareza” para impedir que a lei da força se sobreponha ao Estado de Direito.
O diplomata ressaltou que a ação norte-americana configura violação da Carta da ONU e do direito internacional, estabelecendo um precedente “extremamente perigoso” para toda a comunidade internacional. De acordo com Danese, medidas unilaterais como essas ameaçam o multilateralismo, fomentam violência e enfraquecem instituições globais.
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Ao citar a tradição pacífica da América Latina e do Caribe, o embaixador classificou o episódio como “profundamente alarmante” e destacou que um ataque à soberania de qualquer nação repercute além da esfera regional. Ele reforçou que, para o Brasil, as normas que regem a convivência entre Estados são “obrigatórias e universais”.
Relatórios recentes da própria ONU ressaltam a importância de preservar os mecanismos multilaterais de resolução de conflitos, sob pena de aumento de disputas armadas e instabilidade global (News UN).
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
