O governo federal ampliou os subsídios ao diesel a partir de 1º de junho, criando uma subvenção de R$ 1,12 por litro para refinarias e importadores. A medida busca segurar os preços diante da alta do petróleo no mercado internacional.
O governo federal anunciou, na última segunda-feira, 1º de junho de 2026, a ampliação dos subsídios ao óleo diesel e a prorrogação dos benefícios tributários sobre combustíveis até 31 de julho. A medida visa combater a alta de preços decorrente do aumento do petróleo no mercado internacional.
A principal alteração é a criação de uma subvenção de R$ 1,12 por litro de óleo diesel, que será destinada a refinarias nacionais e importadores. Este novo benefício substitui os programas de subsídio que se encerram no dia 31 de maio.
Outra mudança significativa é a implementação de uma compensação de R$ 0,35 por litro para o diesel rodoviário. Essa medida substitui a desoneração de impostos federais sobre o combustível. Com isso, produtores e importadores terão que recolher tributos como PIS e Cofins, mas receberão uma compensação financeira equivalente ao valor pago, funcionando como um “cashback”.
Adicionalmente, o governo prorrogou até 31 de julho a isenção de impostos sobre a venda e importação de querosene de aviação (QAV) e biodiesel. Com essa decisão, as alíquotas de PIS, Pasep e Cofins continuarão zeradas sobre esses combustíveis, benefício que venceria em 31 de maio.
O Executivo também estendeu o programa de subsídios ao gás de cozinha (GLP) até o final de julho, dobrando os recursos destinados a essa medida, que passaram de R$ 330 milhões para R$ 660 milhões. Segundo o governo, isso permitirá um benefício de R$ 11 por botijão de 13 quilos.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, informou que o custo total dessas medidas está estimado em R$ 30,5 bilhões. Apesar desse valor elevado, o governo assegura que não haverá impacto nas contas públicas, argumentando que a compensação virá de outras receitas, como tributos incidentes sobre o diesel e royalties pagos pela exploração de petróleo.
“Estamos tomando medidas para garantir a estabilidade dos preços dos combustíveis e proteger o consumidor”, afirmou o ministro durante a apresentação das ações.
