O líder cubano afirmou que Washington tenta 'tomar a ilha' com embargo, bloqueio ao petróleo e sanções. A declaração ocorreu em Pinar del Río nas celebrações de 26 de julho.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, fez acusações contra os Estados Unidos, afirmando que o país norte-americano tenta “tomar a ilha” através de uma “política genocida”. A declaração ocorreu durante um evento em Pinar del Río, em comemoração ao Dia da Rebelião Nacional, neste domingo, 26 de julho de 2026.
Díaz-Canel destacou que desde janeiro, o governo de Donald Trump tem aplicado uma política de pressão máxima sobre Cuba. Essa abordagem inclui o embargo econômico que já está em vigor desde 1962, além de um bloqueio ao fornecimento de petróleo e uma série de sanções direcionadas a empresas e autoridades cubanas.
Essas ações, segundo o presidente cubano, resultaram em uma queda significativa no turismo e nas receitas em moeda estrangeira, o que afetou duramente a economia da ilha. A saída de diversas empresas estrangeiras foi uma consequência dessas sanções, que têm gerado dificuldades para a população local.
Na última quinta-feira, novas sanções foram anunciadas, tendo como alvo o programa de missões médicas cubanas no exterior, que representa uma das principais fontes de renda do país. Ao comentar sobre a situação, Díaz-Canel disse: “Cuba trava hoje uma batalha histórica contra os muros de uma política genocida que busca sufocar toda a população para tomar o país”.
A crítica de Díaz-Canel reflete a postura do governo cubano em relação ao que considera uma agressão contínua por parte dos Estados Unidos, que, segundo ele, visa desestabilizar a nação cubana e prejudicar seu desenvolvimento.
