Desembargador federal preso é levado a cadeia pública em Niterói Desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), foi transferido para a Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, depois de ter a prisão preventiva confirmada em audiência de custódia.
Prisão preventiva confirmada e transferência para Niterói
O magistrado havia sido detido na última terça-feira (16 de dezembro) durante operação da Polícia Federal (PF) autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na manhã seguinte, 17 de dezembro, agentes da PF conduziram Júdice Neto ao novo local de custódia, onde ele já passou a primeira noite.
Investigação mira vazamento de informações sigilosas
Júdice Neto é alvo da segunda fase da Operação Unha e Carne, que se aprofundou no suposto vazamento de dados reservados da Operação Zargun. Essa etapa anterior, deflagrada em 3 de setembro, prendeu o então deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Jóias, e outras 14 pessoas por suspeita de ligação com o Comando Vermelho.
Segundo a PF, o desembargador, relator do processo contra TH Jóias, teria repassado informações sigilosas ao então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), com quem mantinha “estreita relação”. Bacellar, detido no início de dezembro, acabou solto após decisão do plenário da Alerj, mas permanece afastado da presidência da Casa por determinação do STF e cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno.
Contexto jurídico e próximos passos no TRF2
As ações da PF integram a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que determina o mapeamento das principais facções criminosas fluminenses e possíveis conexões com agentes públicos. Informações oficiais sobre o andamento da ADPF podem ser consultadas no portal do Supremo Tribunal Federal.
Paralelamente, a 1ª Seção Especializada do TRF2 vai analisar, em 18 de dezembro, o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra TH Jóias e outros investigados na Operação Zargun. O julgamento estará sob relatoria do desembargador federal Júlio de Castilhos, revisor do caso, já que Júdice Neto encontra-se afastado do cargo por ordem do STF. O colegiado de oito membros será presidido pelo desembargador federal Wanderley Sanan Dantas.
Enquanto durar o afastamento, o gabinete de Júdice Neto passou a ser ocupado pelo juiz federal convocado Marcelo Leonardo Tavares, designado pelo presidente do TRF2, desembargador federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
