Deputado Renato Freitas: briga de rua foi reação a racismo
Deputado Renato Freitas atribuiu a uma ofensa racista a briga de rua registrada em vídeos divulgados na última quarta-feira (19), no centro de Curitiba (PR). As imagens mostram o parlamentar do PT trocando socos e chutes com um homem não identificado até ser separado por transeuntes.
Deputado Renato Freitas: briga de rua foi reação a racismo
Nos vídeos, Freitas desfere dois chutes e recebe um soco no rosto, que, segundo ele, quebrou seu nariz. Em gravação publicada nas redes sociais horas depois, o deputado relatou que estava a pé com uma amiga quando o motorista “jogou o carro” sobre os dois. Após a manobra, o condutor teria abaixado o vidro e proferido xingamentos racistas. “Ele saiu do carro filmando, provocou e partiu para a agressão”, disse o parlamentar.
Freitas afirmou ainda que não inicou o confronto, mas reagiu depois de ser seguido e insultado. “O motivo foi o mesmo que me fez brigar na rua desde criança: racismo, humilhação e violência”, declarou.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, divulgou nota de solidariedade, classificando o episódio como “inadmissível e criminoso”. Ele ressaltou que Freitas é reconhecido pela atuação na luta antirracista e tem sido alvo frequente de violência política. “Não aceitaremos que o racismo tente calar vozes populares”, concluiu.
A trajetória do deputado inclui outros episódios de embate. Em 2020, quando era vereador, ele foi condenado à prisão em regime aberto por protestar na capital paranaense. Dois anos depois, teve o mandato cassado pela Câmara Municipal sob acusação de invadir uma igreja, decisão anulada posteriormente pelo STF.
Casos de racismo no Brasil seguem alarmantes. De acordo com o Ministério da Igualdade Racial, denúncias de injúria racial cresceram 34 % no último ano, reforçando a urgência de políticas de combate à discriminação.
Para acompanhar desdobramentos deste caso e outras pautas do cenário político, visite a editoria de Política do Giro pela Bahia e continue informado.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
