Na última quarta-feira, 28 de maio de 2026, o deputado federal Maurício Marcon, do PL do Rio Grande do Sul, fez duras críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante uma sessão no plenário. Marcon revelou que se arrepende de ter apoiado a eleição de Motta para liderar a Casa.
“Se tem algo de que me arrependo na minha vida foi colocar minha digital para aprovar sua presidência”, declarou Marcon, ressaltando sua insatisfação com a gestão do atual presidente da Câmara.
A discussão surgiu no contexto da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe alterações na escala de trabalho 6×1. Durante sua fala, Marcon acusou Hugo Motta de não cumprir promessas feitas, incluindo a pauta do projeto de anistia aos presos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, afirmando que o presidente da Câmara recuou em seu compromisso.
Além disso, Marcon levantou suspeitas sobre a atuação de Motta em relação a parlamentares da oposição na Comissão de Ética da Casa, insinuando que o presidente estaria dificultando a atuação da oposição.
O deputado também mencionou denúncias que envolvem a figura do presidente da Câmara, como a existência de uma suposta funcionária fantasma e o envio de emendas parlamentares para um município administrado pelo pai de Motta, além de possíveis interesses eleitorais da família do presidente.
Marcon, que se posicionou contra a PEC que visa o fim da escala 6×1, apresentou uma proposta alternativa que obteve 170 assinaturas de apoio, mas alegou que Motta impediu a apreciação do texto na Câmara. Na última segunda-feira, 25 de maio, ele solicitou vista, adiando assim a votação da PEC na comissão especial.
Ao encerrar sua fala, Marcon rotulou Hugo Motta como “o maior sabotador da direita” no Congresso e uma pessoa que, segundo ele, “não honra a palavra”.
Após as acusações de Marcon, Hugo Motta não se manifestou e continuou a sessão, solicitando a orientação das bancadas sobre a PEC. A proposta foi aprovada em dois turnos pelos deputados, e agora segue para análise do Senado.

