O pré-candidato ao Senado pelo Novo no Paraná, Deltan Dallagnol, declarou que o Brasil não suporta mais quatro anos sob a gestão do Partido dos Trabalhadores (PT). A afirmação foi feita durante o programa Arena Oeste com Adalberto Piotto, na última quinta-feira, 25.
“O PT é o maior mal que precisamos combater nessa eleição. O PT significa crise moral, econômica e na segurança pública. Ninguém aguenta mais quatro anos de PT”, destacou Dallagnol.
Dallagnol também enfatizou a necessidade de união entre os partidos de direita para evitar uma nova vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro. Sua declaração veio em um contexto de atritos entre pré-candidatos à presidência de partidos que se opõem ao PT.
Em uma recente intervenção, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, classificou como “imperdoável” uma conversa que vazou entre Flávio Bolsonaro, do PL, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que enfrenta acusações de crimes financeiros. Na conversa, Flávio Bolsonaro cobrava parcelas atrasadas que Vorcaro se comprometeu a pagar para o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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“Acredito que as coisas já se realinharam”, afirmou Dallagnol. “Zema já se reaproximou do Flávio e reajustou o discurso. A grande batalha que nós temos esse ano é com o PT”, completou.
A aliança entre o PL e o Novo foi consolidada em março deste ano, quando o ex-juiz Sérgio Moro anunciou sua filiação ao Partido Liberal. Essa parceria visa fortalecer a candidatura de Moro ao governo do Paraná e ampliar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro no estado.
No evento de lançamento da aliança, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também anunciou as pré-candidaturas de Deltan Dallagnol e Filipe Barros (PL-PR) para o Senado. A união das forças de direita é vista como crucial para as próximas eleições, com o objetivo de contestar a hegemonia do PT no cenário político nacional.
