Delcy agradece Lula e povo brasileiro por apoio após ataque
Delcy agradece Lula e destacou, em 9 de janeiro de 2026, a solidariedade do povo brasileiro diante da crise desencadeada pelo sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, mantidos sob custódia em Nova York por militares dos Estados Unidos.
Encontro com líderes regionais e europeus
A presidente interina venezuelana relatou ter mantido conversas telefônicas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o colombiano Gustavo Petro e com o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez. Segundo Delcy, nesses diálogos foram apresentados detalhes dos “ataques armados” que, de acordo com ela, causaram a morte de mais de 100 civis e militares em território venezuelano.
Resposta diplomática anunciada
Delcy reiterou aos chefes de Estado que Caracas pretende enfrentar a ofensiva “exclusivamente pelos canais diplomáticos”, defendendo a soberania nacional e a preservação da paz regional. A líder venezuelana voltou a classificar como “grave violação do direito internacional” a captura de Maduro e de Cilia Flores, mencionando a quebra de imunidade de jurisdição de um chefe de Estado.
Ela afirmou que a conversa com Lula concentrou-se na construção de uma agenda bilateral baseada no respeito ao direito internacional. Já com Gustavo Petro, houve compromisso mútuo para cooperar em questões de interesse comum entre as duas nações. No diálogo com Pedro Sánchez, Delcy agradeceu a “posição corajosa” do premiê espanhol em condenar a agressão, sinalizando interesse em aprofundar relações econômicas e políticas.
Apoio de aliados no Oriente Médio
Em publicação posterior, Delcy manifestou gratidão ao emir do Catar, Tamim bin Hamad Al-Thani, pela disposição em facilitar um canal de interlocução entre Washington e Caracas. A presidente interina frisou que a Venezuela “reconhece e valoriza” qualquer esforço para restabelecer o diálogo e reduzir tensões.
Situação de Maduro permanece indefinida
Desde 3 de janeiro, quando militares norte-americanos agiram sob ordens do então presidente Donald Trump, Maduro e Cilia Flores continuam detidos em Nova York. A Venezuela, segundo Delcy, mobiliza-se junto a organismos multilaterais para garantir a libertação do casal. Conforme noticiou a agência Reuters, o governo dos Estados Unidos ainda não se manifestou sobre eventual negociação para a soltura.
A líder venezuelana concluiu afirmando que o país seguirá buscando apoio internacional para “defender a democracia e a soberania”. Ela reiterou que qualquer resposta virá “pelas vias da diplomacia, nunca pela força”.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
