Após rejeição inicial, advogados do ex-dono do Banco Master entregaram novo acordo com mais informações. Reunião prevista para quarta foi cancelada a pedido dos investigadores.
A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, apresentou um novo roteiro de delação premiada para a Polícia Federal (PF) e para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Os advogados do banqueiro entregaram os novos termos na última segunda-feira, 1º de junho, e adicionaram informações ao documento no dia seguinte. Uma reunião que estava agendada para a quarta-feira, 3 de junho, foi cancelada, pois os investigadores solicitaram mais tempo para analisar o conteúdo entregue.
Na semana anterior, a PF havia rejeitado a primeira versão do acordo de delação, alegando que o material apresentado trazia poucos avanços para os inquéritos em andamento e que Vorcaro tentava proteger aliados. A negociação, no entanto, ganhou nova perspectiva quando a PGR concordou em continuar as conversas, desde que o delator aumentasse o valor do ressarcimento financeiro e fornecesse mais detalhes sobre a conduta de autoridades envolvidas.
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O novo eixo da colaboração de Vorcaro foca no confisco de bens e na recuperação de valores. Na nova proposta, o ex-banqueiro concordou em aumentar o valor da devolução de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões, caso a PGR aceite fechar o pacto de colaboração. A equipe do banqueiro já havia entregado os primeiros anexos em um arquivo eletrônico assim que ele assinou o compromisso de sigilo institucional.
As investigações relacionadas ao Banco Master ganharam força com a apreensão de mais de oito telefones celulares do executivo. A perícia inicial nos aparelhos revelou indícios de fraudes bancárias, corrupção e a operação de uma milícia privada que perseguia concorrentes e roubava informações sigilosas. A PF conduz o caso de maneira técnica, sem blindagens ou alvos predefinidos, buscando trazer à luz todos os detalhes necessários para a elucidação dos fatos.
“A equipe está comprometida em esclarecer todas as irregularidades encontradas e assegurar que os responsáveis sejam punidos”, afirmou um dos investigadores.
