Daniel Vorcaro troca defesa e sinaliza delação premiada
Daniel Vorcaro troca defesa e sinaliza delação premiada no inquérito que apura as fraudes no Banco Master, ao substituir, em 13 de março, a banca do criminalista Pierpaolo Bottini pelo advogado José Luis Oliveira, conhecido por negociar acordos de colaboração premiada.
Advogado experiente em colaborações
Oliveira já participou da formatação de delações que tiveram grande repercussão, como a do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, peça-chave na Operação Lava Jato. O novo defensor também atuou em processos de figuras públicas como o general Braga Netto, investigado por tentativa de golpe de Estado, e o ex-ministro José Dirceu, condenado no escândalo do mensalão. A chegada do criminalista, reconhecido por sua experiência em acordos com a Polícia Federal (PF) e com a Procuradoria-Geral da República (PGR), é interpretada como forte indicativo de que o banqueiro avalia colaborar para reduzir sua pena.
STF mantém prisão preventiva
No mesmo dia da troca, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria de 3 votos a 0 para manter Vorcaro custodiado na Penitenciária Federal de Brasília por tempo indeterminado. O julgamento virtual segue aberto até 20 de março, restando apenas o voto do ministro Gilmar Mendes. A decisão confirma a gravidade dos indícios de participação do banqueiro no esquema de fraude envolvendo o Banco Master.
Contexto do caso Banco Master
O inquérito aponta operações irregulares que teriam causado significativo rombo financeiro. De acordo com despachos já tornados públicos, a PF investiga movimentações atípicas e falsificação de documentos. A manutenção da prisão foi fundamentada pelo risco de continuidade delitiva e possível interferência nas apurações.
Possíveis termos da delação
Se o acordo avançar, Vorcaro pode fornecer detalhes sobre a participação de executivos e agentes públicos no esquema, esclarecer fluxos de recursos e indicar beneficiários. Caberá à PGR avaliar a efetividade das informações e, posteriormente, submeter eventual colaboração à homologação do STF, conforme determina a Lei 12.850/2013.
Especialistas em direito penal lembram que, embora a mudança de defesa não garanta a delação, a escolha de um advogado com histórico favorável a colaborações sinaliza disposição para negociar. Conforme explica o portal oficial do Supremo Tribunal Federal, acordos só produzem efeito após homologação judicial e cumprimento das cláusulas pactuadas.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
