Autoridades anunciaram 'desconexão total do Sistema Elétrico' e não detalharam causas do novo desligamento. O apagão deixou amplas áreas sem energia em meio à escassez de combustível e pressão dos EUA.
Cuba sofreu, nesta sexta-feira (18), um novo apagão generalizado, o sétimo do ano, em meio a uma forte escassez de combustível e sob pressão de Washington. O desligamento deixou amplas áreas da ilha sem energia e trouxe novos problemas aos serviços básicos.
“Houve uma desconexão total do Sistema Elétrico”
A declaração acima foi informada pelo Ministério das Minas e Energia no X, sem que a entidade tenha especificado a causa do problema. Autoridades do setor energético ainda não detalharam os pontos de falha que levaram à queda completa do sistema.
Este é o sétimo apagão nacional desde o início do ano e o 12º desde o final de 2024, segundo os dados divulgados. A ilha, com 9,4 milhões de habitantes, enfrenta cortes de energia recorrentes atribuídos ao estado obsoleto das suas usinas termoelétricas.
A situação se agravou desde janeiro por conta das restrições à compra de combustível por parte dos Estados Unidos. Essas medidas, descritas como um bloqueio petroleiro por autoridades cubanas, têm dificultado o fornecimento de óleo e diesel às usinas e aos geradores de apoio, que em grande parte dependem de combustível importado.
Nas últimas semanas, os apagões registrados se prolongaram por mais de 30 horas na capital, enquanto outras províncias chegaram a somar mais de 60 horas consecutivas sem energia. A extensão e a repetição das quedas têm provocado impacto direto na rotina da população.
Como consequência dos cortes elétricos, o abastecimento de água foi comprometido em diversas localidades, e a rede telefônica sofreu interrupções em escala nacional, prejudicando comunicação e serviços essenciais.
Na disputa sobre as causas, Havana culpa as medidas punitivas de Washington pelo grave estado da rede elétrica. Por outro lado, os Estados Unidos atribuem a responsabilidade ao governo cubano e mencionam problemas de má gestão da economia como fatores determinantes para a crise energética.
Até o momento, não houve divulgação de um cronograma público de restabelecimento integral do fornecimento de energia. A população segue lidando com os efeitos imediatos dos cortes e com a incerteza sobre a duração das interrupções.
