O interior da Cripta Imperial, que guarda os restos mortais de Dom Pedro I, foi reaberto para visitação neste 7 de Setembro, após ficar fechado para restauração desde outubro de 2022. A tumba fica no subsolo do Monumento à Independência, em São Paulo, e reúne também os corpos das mulheres do imperador: a austríaca Maria Leopoldina, de quem ele ficou viúvo em 1826, e a italiana Amélia de Leuchtenberg, com quem permaneceu casado até a morte do monarca em 1834.
As obras de restauração custaram R$ 5 milhões. De acordo com a Prefeitura de São Paulo, as intervenções incluíram a implantação de novos banheiros, a inclusão de acessibilidade arquitetônica, a instalação de um novo sistema de climatização com ar-condicionado e melhorias no espaço expositivo. Houve ainda conservação do bronze junto aos sarcófagos, fechamento do teto com mármore amarelo e outros reparos no conjunto.
O Monumento à Independência foi inaugurado em 1922 para marcar o centenário da emancipação política de Portugal. Ele está localizado nas imediações do ponto em que Dom Pedro, então príncipe regente a serviço da Coroa portuguesa, proclamou a independência do Brasil em 7 de setembro de 1822, ato que o tornou monarca do novo país.
Em 1831, Dom Pedro abdicou em favor do filho, Dom Pedro II, e regressou a Portugal, onde viveu até morrer e ser enterrado no Panteão dos Bragança, em Lisboa. O traslado de seus restos ao Brasil ocorreu apenas em 1972, durante as comemorações dos 150 anos da independência.
Segundo o material histórico sobre a cripta, Maria Leopoldina foi a única das três a morrer no país; seus restos mortais permaneceram em solo brasileiro e foram colocados na tumba vinte anos antes dos do imperador. Os restos de Amélia de Leuchtenberg chegaram por último: foram depositados na Cripta Imperial em 1982.
A reabertura da cripta no dia 7 de setembro amplia as opções de visitação no Monumento à Independência, permitindo que o público conheça a área subterrânea onde estão os sarcófagos e os painéis de memória do período da proclamação. As intervenções visaram tanto à conservação do conjunto quanto à adequação do espaço para receber visitantes com mais conforto e segurança.
O retorno das visitas coincide com o calendário de comemorações da data histórica, mantendo o local acessível para quem pretende conhecer de perto o ponto associado ao episódio da independência e a memória dos protagonistas envolvidos nesse capítulo da história brasileira.

