CPMI do INSS aprova pedidos de prisão preventiva de dirigentes em sessão de 27 de novembro de 2025, autorizando a detenção da presidente da AAPB, Cecília Rodrigues Mota, e do empresário João Carlos Camargo Júnior, além de outras 391 medidas para aprofundar as investigações sobre descontos ilegais em benefícios previdenciários.
Principais deliberações da comissão
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social aprovou 393 requerimentos. Entre eles, dois pedidos de prisão preventiva se destacam:
- Cecília Rodrigues Mota, presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB), que já havia prestado depoimento ao colegiado;
- João Carlos Camargo Júnior, apelidado de “alfaiate dos famosos”, apontado por movimentações financeiras com investigados pela CPMI e pela Polícia Federal.
Os demais requerimentos abrangem solicitação de documentos, acareações e bloqueio de bens dos suspeitos. Houve consenso para retirar 86 pedidos sem acordo, que voltarão à pauta em votação nominal na próxima reunião.
Convocações e depoimentos em andamento
Dentre os itens adiados está a convocação coercitiva do advogado-geral da União, Jorge Messias, que fora convidado a explicar sua ausência anterior. Durante a mesma sessão, os parlamentares ouviram Mauro Palombo Concílio, contador de empresas acusadas de receber recursos provenientes de descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas.
Ressarcimento já passa de R$ 2,5 bilhões
Em balanço atualizado, o Ministério da Previdência Social informou ter devolvido R$ 2,56 bilhões a 3,75 milhões de beneficiários lesados. O total considera pagamentos programados até 17 de novembro.
Dos 6,19 milhões de segurados que contestaram algum desconto, 97,9% afirmaram não reconhecer a cobrança. Segundo a pasta, 4,84 milhões de pedidos já estão prontos para ressarcimento. Solicitações podem ser feitas até 14 de fevereiro de 2026 pelos canais oficiais do INSS: aplicativo ou site Meu INSS, telefone 135 ou agências dos Correios.
Próximos passos e impacto político
A aprovação dos requerimentos amplia a pressão sobre supostos articuladores do esquema. Parlamentares governistas e de oposição sinalizaram apoio a novas quebras de sigilo e oitivas para identificar eventuais responsabilidades administrativas e criminais.
As prisões preventivas aguardam agora análise do Ministério Público e decisão judicial. Caso confirmadas, devem acelerar a entrega do relatório final da CPMI, prevista para o primeiro semestre de 2026.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
