A polícia da Espanha executou, na quarta-feira, 27 de maio de 2026, uma operação de buscas na sede do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que é liderado pelo premiê Pedro Sánchez. A ação tem como pano de fundo investigações que apuram supostas irregularidades envolvendo contratos públicos relacionados a membros do partido.
A operação, realizada pela Guarda Civil, é parte de uma investigação mais ampla coordenada pela Audiência Nacional espanhola. Os desdobramentos dessa investigação incluem a ex-militante socialista Leire Díez e empresários que são suspeitos de estarem envolvidos em um esquema de favorecimento na concessão de contratos públicos.
Além das buscas na sede do PSOE, os agentes realizaram diligências em endereços relacionados ao ex-secretário de Organização do partido, Santos Cerdán, e ao empresário Javier Pérez Dolset. A operação é um reflexo do aumento da pressão política sobre Pedro Sánchez, que já enfrenta uma sequência de investigações envolvendo aliados e pessoas próximas.
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Entre os investigados estão a esposa e o irmão do premiê, ambos sob suspeita de tráfico de influência. Além disso, o ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero também está sendo apurado por possíveis irregularidades em um resgate financeiro de uma companhia aérea estatal. Outro caso que ganhou destaque envolve Santos Cerdán e o ex-ministro dos Transportes, José Luis Ábalos, que estão sob investigação da Polícia Federal por supostas ligações a um esquema de propina durante a pandemia de Covid-19.
“Respeitamos o sistema judiciário”, declarou Pedro Sánchez em uma coletiva de imprensa em Roma, ao se referir à disposição do PSOE em colaborar com as investigações.
Apesar da crescente pressão política, o premiê espanhol se mostrou firme em sua decisão de não antecipar as eleições parlamentares, afirmando: “Se a Constituição diz que a duração de uma legislatura é de quatro anos, então são quatro anos”.

