A Cosan anunciou na última sexta-feira, 14, uma reestruturação interna significativa, que inclui a troca de executivos e a saída da empresa da Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos.
Em comunicado ao mercado, o grupo informou que o vice-presidente financeiro e diretor de relações com investidores, Rafael Bergman, e a vice-presidente jurídica, Maria Rita de Carvalho Drummond, deixarão seus cargos. Para substituir Bergman, a Cosan nomeou José Cezário Menezes de Barros Sobrinho, que já ocupava um cargo semelhante na Rumo, empresa de logística ferroviária do grupo. A área jurídica, por sua vez, perderá o status de diretoria e se reportará diretamente a Sobrinho.
A reestruturação também traz mudanças na área de investimentos agrícolas. A Cosan convocou uma assembleia extraordinária para discutir alterações no estatuto social e a extinção da Radar II Propriedades Agrícolas S.A., que é responsável pela gestão e investimento em terras agrícolas. Essa empresa adquire, desenvolve e administra grandes portfólios de propriedades rurais, como cana-de-açúcar, grãos e eucalipto, que são arrendadas a produtores.
O patrimônio da Radar, estimado em R$ 2,5 bilhões, será dividido entre a Cosan, que possui 50% da empresa, e a Mansilla Participações, que é a única acionista da Radar. Segundo a Cosan, o objetivo da medida é otimizar e simplificar a estrutura do Grupo Radar. A companhia esclareceu que as mudanças não resultarão em aumento de capital ou diluição de acionistas. Caso seja aprovada, a cisão começará a valer a partir do dia 1° de outubro.
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Além disso, a Cosan comunicou que irá excluir suas American Depositary Shares (ADSs) da Bolsa de Valores de Nova York. As ADSs representam uma unidade de participação acionária em uma empresa estrangeira, sendo emitidas por um banco dos EUA e negociadas em dólares nas bolsas norte-americanas. Após a conclusão do processo, a Cosan solicitará o cancelamento de seu registro na Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil.
No segundo trimestre de 2026, a Cosan registrou um prejuízo líquido de R$ 320 milhões, de acordo com os resultados financeiros divulgados. Esse desempenho representa uma melhoria de 66% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A receita operacional líquida da empresa foi de R$ 10,8 bilhões, com alta anual de 3%. O EBITDA, que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou R$ 3,5 bilhões, com crescimento de 24% em relação ao segundo trimestre de 2025.
A Cosan é um grande conglomerado que atua em diversos setores, incluindo energia, combustíveis, logística e infraestrutura. É uma das controladoras e acionistas de referência da Raízen, uma das maiores empresas do agronegócio brasileiro, focada na produção de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis.
