Corredor humanitário no Estreito de Ormuz é proposto pela OMI — A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou, na última quinta-feira (19 de março de 2026), a intenção de negociar um corredor humanitário no Estreito de Ormuz com o objetivo de retirar mais de 3.200 navios e cerca de 20 mil tripulantes retidos na região em razão do conflito no Oriente Médio.
Corredor humanitário no Estreito de Ormuz é proposto pela OMI
Em sessão extraordinária de dois dias do Conselho da OMI, realizada em Londres, o secretário-geral Arsenio Dominguez afirmou estar disposto a iniciar imediatamente as tratativas. Segundo ele, o sucesso da operação depende de “compreensão, empenho e, acima de tudo, ações concretas de todos os países envolvidos, do setor marítimo e das agências competentes das Nações Unidas”.
20 mil tripulantes aguardam socorro na rota crucial do petróleo
Dados apresentados pela entidade ligada à ONU indicam que os navios permanecem imobilizados no Golfo Pérsico desde que o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz em retaliação a ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel. A passagem, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, é estratégica para o abastecimento global e sua interrupção provocou alta no preço do barril, gerando impacto financeiro amplamente noticiado por veículos como a agência Reuters.
Europa e Japão sinalizam apoio diplomático
França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão divulgaram declaração conjunta manifestando disposição em contribuir para a liberação segura do Estreito. O comunicado, entretanto, não detalha como essa abertura seria operacionalizada. A posição formal ocorreu quatro dias após os mesmos governos recusarem participação em esforços militares liderados por Washington e Tel Aviv, fato que gerou reação pública do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Próximos passos para viabilizar o corredor
A OMI deverá articular reuniões técnicas com representações diplomáticas e organizações marítimas privadas para elaborar protocolos de escolta, corredores de navegação e assistência médica aos tripulantes. Também está em análise a criação de pontos de encontro em águas internacionais para transferência de pessoal de forma segura.
Embora ainda sem cronograma oficial, especialistas consideram que um eventual corredor humanitário no Estreito de Ormuz dependerá de consenso mínimo entre Irã, Estados Unidos e potências europeias, além de garantias de proteção aos navios comerciais que atravessam a região.
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Crédito da imagem: Reuters/Hamad I Mohammed
Fonte: Reuters/Hamad I Mohammed
