Vazamento radiológico no Irã é descartado pela Agência Atômica
Vazamento radiológico no Irã é descartado pela Agência Atômica após análise inicial da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que informou não ter identificado qualquer sinal de contaminação na região mesmo com o aumento dos confrontos no Oriente Médio.
Órgão nuclear reforça monitoramento e pede moderação
A AIEA divulgou comunicado no último sábado (28 de fevereiro de 2026) informando manter “contato permanente” com autoridades locais e “monitoramento rigoroso” de eventuais níveis de radiação. Segundo o texto, até o momento “não há evidências de impacto radiológico que ameace a população”. O órgão acrescentou que segue acompanhando a situação “minuto a minuto” e exortou todos os governos envolvidos a “evitar ações que coloquem em risco a segurança nuclear”.
Escalada militar entre Israel, Estados Unidos e Irã
Horas antes da nota da AIEA, Israel realizou um ataque ao território iraniano e decretou estado de emergência “especial e imediato” em todo o país, segundo a agência Reuters. Em Washington, o presidente norte-americano Donald Trump confirmou “grandes operações de combate” contra alvos iranianos, justificando a ação como forma de “eliminar ameaças iminentes do regime iraniano”.
Como resposta, o Irã lançou mísseis contra nações árabes do Golfo, intensificando o confronto regional. Até o momento, a AIEA não informou se alguma instalação nuclear foi atingida, mas garantiu que “nenhum vazamento radiológico no Irã” foi constatado.
Negociações nucleares permanecem em curso
Dois dias antes da ofensiva, em 26 de fevereiro, delegações de Teerã e Washington retomaram diálogos para buscar uma solução diplomática sobre o programa nuclear iraniano. Estados Unidos, Israel e aliados ocidentais argumentam que o projeto visa produzir armas nucleares, acusação negada pelo governo iraniano, que alega fins pacíficos.
Até que haja um acordo definitivo, a AIEA reiterou que continuará verificando as instalações e pedindo “transparência total” às partes. A agência enfatizou que, mesmo sem indícios de radiação, o risco de escalada militar requer “prudência máxima” para preservar a segurança da região.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
