Os Estados Unidos intensificaram suas ações contra o Irã nesta quarta-feira, 15, ao imporem novamente um bloqueio naval e realizarem uma série de ataques aéreos em retaliação aos ataques iranianos a navios no Estreito de Ormuz. Os ataques americanos resultaram na morte de pelo menos sete soldados iranianos e deixaram mais de 260 feridos, conforme relatado por autoridades de Teerã.
A escalada de violência entre os EUA e o Irã no Oriente Médio trouxe novas ameaças à hidrovia vital para o fornecimento global de energia, levando à ruína um acordo provisório que havia sido estabelecido para encerrar o conflito. A possibilidade de uma nova guerra na região se torna cada vez mais real.
O bloqueio naval foi imposto pela primeira vez em abril, mas foi suspenso no mês passado após a assinatura de um acordo que visava interromper os combates e permitir um período de 60 dias para negociações sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, as conversas estagnaram à medida que os ataques pelo Estreito de Ormuz se tornaram mais frequentes.
A guerra, que teve início em 28 de fevereiro, levou o Irã a fechar a hidrovia para o tráfego marítimo, o que provocou um aumento significativo nos preços do petróleo e de outros produtos essenciais. Este aumento de preços representa um desafio para o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu partido, que buscam manter o controle do Congresso nas eleições de novembro.
A Guarda Revolucionária do Irã emitiu uma ameaça nesta quarta-feira, afirmando que todas as exportações de energia do Oriente Médio poderiam ser interrompidas em resposta ao bloqueio. “A exportação de petróleo e gás da região será para todos ou para ninguém”, declarou.
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Os EUA realizaram uma série de ataques aéreos, atingindo diversos alvos em um período de sete horas, conforme relatado pelo Comando Central das forças armadas. Um dos ataques focou um quartel da 388ª Brigada de Infantaria Mecanizada do Irã, resultando em sete mortos, incluindo recrutas e soldados de carreira. Além disso, mais de 30 pessoas perderam a vida nos últimos dias devido aos combates.
O porta-voz do Ministério da Saúde iraniano informou que mais de 260 pessoas ficaram feridas apenas nos ataques noturnos, um número maior do que em qualquer outro confronto recente. O exército iraniano prometeu uma “resposta decisiva” a essa agressão.
Alertas de mísseis foram acionados no Bahrein e no Kuwait, que enfrentaram disparos iranianos, enquanto a Jordânia informou ter interceptado mísseis que se aproximavam. O almirante da Marinha dos EUA, Brad Cooper, afirmou que o Irã lançou dezenas de mísseis e drones contra países vizinhos do Golfo.
Trump anunciou que novos ataques contra o Irã ocorreriam nos próximos dias, visando pontes e usinas de energia, a menos que as negociações fossem retomadas. O embaixador do Irã na ONU criticou os EUA, afirmando que são os verdadeiros agressores nesta situação.
A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, que representa um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural, continua sendo o centro do conflito. Durante o acordo provisório, alguns navios começaram a utilizar uma rota próxima a Omã, sob supervisão militar dos EUA, mas os ataques iranianos a navios nessa rota levaram a uma nova onda de hostilidades.
