Há 120 anos, Santos-Dumont inspirou a aviação com o 14-Bis. Na data, a LATAM destaca as trajetórias de Claudine Melnik (57) e Juliana Alba (34) e informa ter 94 pilotas no Brasil.
São Paulo, 23 de outubro de 2026 — Há 120 anos, Santos-Dumont realizava, em Paris, o voo do 14-Bis, marco que inspirou gerações na aviação. No Dia do Aviador, a LATAM Airlines Brasil destaca as trajetórias de duas comandantes que representam gerações e áreas diferentes da profissão: Claudine Melnik, de 57 anos, e Juliana Alba, de 34 anos. A companhia informa ainda que conta com 94 pilotas no Brasil.
Claudine e Juliana atuam em segmentos distintos — passageiros e carga — mas, conforme a empresa ressalta, compartilham dedicação à segurança, ao aprendizado contínuo e ao trabalho em equipe. A presença de mulheres em posições de comando é apontada como parte da evolução da aviação comercial e cargueira nas últimas décadas.
“As trajetórias de Claudine e Juliana são marcantes e ajudam a representar a diversidade da aviação. Ao lado delas, há inúmeros aviadores da LATAM que, todos os dias, colocam preparo técnico, responsabilidade e trabalho em equipe a serviço de uma operação segura. São histórias diferentes, mas que compartilham o mesmo compromisso com a profissão e com as pessoas que voam conosco.”
O trecho acima foi declarado por Harley Meneses, diretor de Operações da LATAM Brasil, em material sobre o Dia do Aviador.
Natural de Curitiba (PR), Claudine Melnik acumula 33 anos de carreira na TAM/LATAM, com marcos que acompanharam a modernização da aviação comercial. Em dezembro de 1992, já habilitada como pilota, ingressou na companhia como comissária de voo. Dois anos depois, passou a atuar como copilota do Caravan C208 e, em 1995, tornou-se a primeira mulher comandante da companhia e do Brasil.
Claudine integrou, em 1998, a primeira turma de pilotos do Airbus A330 da TAM, voltada às operações internacionais. Em 2001, comandou pela primeira vez um jato da companhia, o Fokker 100; atuou como instrutora e avaliadora em aeronaves Airbus e, em 2008, passou a comandar voos internacionais no A330. Em 2016, tornou-se a primeira mulher no mundo a comandar um Airbus A350. Atualmente, opera aeronaves Boeing 777 e 787.
“Depois de tantos anos na aviação, estar no cockpit representa uma história de aprendizado, superação e transformação. O comando de uma aeronave não é um símbolo de poder pessoal, mas um compromisso com a segurança, com a equipe e com as pessoas que confiam em nosso trabalho.”
Essa declaração foi dada por Claudine Melnik ao comentar a carreira e a responsabilidade do comando de aeronaves.
Já Juliana Alba, nascida em São Paulo, cresceu acompanhando a carreira do pai, Arnaldo Alba, também comandante da LATAM Cargo. Aos 19 anos, após estudar e trabalhar nas áreas de Comércio Exterior e Administração, optou por seguir na aviação. Conquistou licenças, tornou-se instrutora de voo e ingressou na operação cargueira da companhia, tornando-se a primeira mulher, em 15 anos, a assumir o comando de uma aeronave de carga da LATAM.
No trabalho com cargas, Juliana destaca a necessidade de planejamento e atenção às características do que é transportado: medicamentos e frutas podem exigir controle rigoroso de temperatura; aeroportos com geografia ou operação complexa demandam treinamentos específicos. Entre as experiências citadas está um voo dedicado ao transporte exclusivo de cavalos, que ilustra a diversidade de operações e a necessidade de cuidados específicos para animais e cargas especiais.
As histórias das duas comandantes aparecem como exemplos da transformação técnica e cultural na aviação brasileira, ao mesmo tempo em que reforçam a importância da experiência humana, da comunicação e da tomada de decisão segura em voo.


