Abelardo de la Espriella venceu as eleições colombianas e enfraquece o bloco de aliados de Lula na região. Com o resultado, direita e esquerda empatam em seis países cada no continente.
A direita sul-americana está se consolidando no cenário político e se prepara para assumir o controle majoritário do continente. No último domingo, dia 21, o advogado Abelardo de la Espriella, do partido Defensores de la Patria, venceu as eleições presidenciais na Colômbia. Este resultado diminui a base de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fortalece os partidos conservadores na região.
Com a vitória de Espriella, a divisão de forças se equilibra em seis países para cada lado, assim que o novo presidente colombiano assumir o cargo, em 7 de agosto. Contudo, o cenário pode se inclinar ainda mais para a direita nos próximos dias, dependendo da apuração de votos no Peru. A candidata Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, lidera a contagem com uma vantagem estreita. Uma vitória dela poderá deixar o placar em sete governos de direita contra cinco de esquerda.
A onda conservadora tem reduzido a base de apoio dos governos de esquerda ao longo dos últimos meses, com uma série de vitórias nas urnas que começou no final de 2025. Esse movimento resultou na ascensão de presidentes como Javier Milei na Argentina, Daniel Noboa no Equador, Rodrigo Paz na Bolívia e José Antonio Kast no Chile. O mapa político atual é bastante diferente do que se via no final de 2015, quando a esquerda e a centro-esquerda dominavam oito nações sul-americanas.
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Apenas até setembro de 2025, a Argentina, o Paraguai e o Equador eram os únicos países com gestões de direita na região. O Paraguai, por sua vez, se destacou como a única exceção que manteve uma sequência de presidentes de direita sem interrupções na última década, contando com as gestões de Horacio Cartes, Mario Abdo Benítez e Santiago Peña.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência do Brasil pelo PL, gravou um vídeo em suas redes sociais para parabenizar o presidente eleito da Colômbia. Ele afirmou que os planos e ideias da direita estão vencendo em todo o continente americano, celebrando a vitória de Espriella como um triunfo do bem sobre o mal.
Com essas mudanças, a expectativa é que a direita continue a ganhar força e influência em todo o continente, alterando o panorama político da América do Sul.
