As empresas de transporte coletivo urbano e rodoviário de passageiros receberão uma importante medida do Conselho Monetário Nacional (CMN) que dobra o tempo para quitar os financiamentos do programa Move Brasil. Na última terça-feira, 26 de maio de 2026, em uma reunião extraordinária, o CMN aprovou a extensão do prazo das linhas de crédito de 60 meses (cinco anos) para 120 meses (dez anos).
De acordo com o Ministério da Fazenda, essa decisão visa acelerar a renovação da frota nacional de transporte coletivo, além de reduzir o custo das parcelas e estimular investimentos em veículos modernos e menos poluentes. Com a mudança, as operações continuam com um período de carência de até seis meses para o início do pagamento do principal da dívida. Isso significa que as empresas de transporte poderão contar com mais tempo para quitar os financiamentos, fazendo com que o valor das parcelas mensais seja reduzido.
A justificativa para essa mudança foi apresentada em nota pelo Ministério da Fazenda, que ressaltou a necessidade de atender à demanda do setor. O prazo anterior de cinco anos era considerado insuficiente para um segmento que depende de veículos com altos custos e enfrenta dificuldades financeiras recorrentes. Segundo a pasta, muitos operadores de transporte coletivo encontravam dificuldades para encaixar as parcelas no orçamento.
O Move Brasil, lançado no início deste mês, é um programa federal voltado para o financiamento da compra de veículos de transporte, como ônibus e micro-ônibus. Os recursos desse programa, que totalizam R$ 14,5 bilhões, foram autorizados pela Medida Provisória 1.353, de 2026, e são destinados principalmente para a renovação de frotas antigas, além de incentivar a aquisição de veículos mais eficientes.
As novas condições de financiamento são válidas para empresas que contratarem os recursos por meio de bancos e instituições financeiras credenciadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que assumem integralmente o risco das operações. Com a ampliação do prazo de pagamento, a expectativa é de que as empresas tenham uma melhor gestão do orçamento e consigam investir em melhorias.
Importante ressaltar que, segundo o Ministério da Fazenda, essa mudança não altera as taxas de juros do programa e não gera impacto fiscal adicional além do subsídio já previsto originalmente.
O CMN, responsável por definir as principais diretrizes do sistema financeiro brasileiro, é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e conta com a participação do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
