O governador Clécio Luís (União Brasil) parte para 2026 em busca do segundo mandato no Amapá. Ex-vereador e ex-prefeito de Macapá, é formado em Geografia pela Unifap e atua em gestão ambiental.
Clécio Luís (União Brasil) chega às eleições de 2026 tentando conquistar o segundo mandato consecutivo no governo do Amapá. A candidatura marca a continuidade da trajetória do político que saiu da Câmara Municipal de Macapá e da Prefeitura da capital para disputar agora o Palácio do Setentrião.
Nascido em Belém (PA), Clécio Luís Vilhena Vieira construiu carreira profissional e política no Amapá. É formado em Geografia pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e tem especialização nas áreas de desenvolvimento sustentável e gestão ambiental. Antes de assumir cargos eletivos, trabalhou como professor, teve passagem pela administração pública e, aos 26 anos, assumiu a Secretaria Municipal de Educação de Ferreira Gomes, município a pouco mais de 100 quilômetros de Macapá. Também atuou na Polícia Civil do Amapá.
A entrada na política partidária ocorreu pelo PT. Em 2004, Clécio chegou à Câmara Municipal de Macapá e foi reeleito em 2008, chegando a presidir a Casa durante o segundo mandato. A partir daí, a carreira municipal avançou até a disputa pela Prefeitura de Macapá.
No pleito municipal de 2012, Clécio lançou-se candidato e, no segundo turno, derrotou Roberto Góes (PDT), tornando-se prefeito. Em 2016, disputou a reeleição e, novamente no segundo turno, venceu Gilvam Borges (PMDB) com 123.808 votos, correspondentes a 60,50% dos votos válidos, permanecendo no comando da capital até o fim de 2020.
Ao longo da trajetória, Clécio mudou de legendas: deixou o PT, participou da construção do PSOL no Amapá, migrou para a Rede Sustentabilidade e, em 2022, disputou o governo estadual pelo Solidariedade. Na eleição de 2022, recebeu 222.168 votos, ou 53,69% dos válidos, e venceu a disputa pelo governo ainda no primeiro turno.
Clécio assumiu o governo em janeiro de 2023 ao lado do vice-governador Teles Júnior (PDT). No segundo turno da eleição presidencial de 2022, declarou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O mandato estadual foi marcado por uma ampla composição política no Amapá, com aproximação a grupos que ocupam posições diferentes no espectro partidário nacional.
Em janeiro de 2026, houve nova mudança partidária: depois de ter sido eleito governador pelo Solidariedade, Clécio ingressou no União Brasil, legenda comandada no Amapá por Davi Alcolumbre. Para a eleição de 2026, Clécio manteve Teles Júnior, do PDT, como candidato a vice-governador. A coligação formada em torno da candidatura reúne Republicanos, PDT, Agir, a Federação União Progressista, a Federação PSDB-Cidadania e a Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PCdoB e PV.
A disputa de 2026 coloca Clécio diante do ex-prefeito Dr. Furlan (PSD), que deixou o comando de Macapá para concorrer ao governo e se tornou principal adversário. Furlan foi reeleito prefeito de Macapá em 2024 com mais de 85% dos votos válidos. Aos 54 anos na data prevista para a posse, Clécio tenta alcançar uma marca inédita: depois de dois mandatos seguidos na Prefeitura de Macapá, busca repetir a sequência agora no governo estadual, completando mais de duas décadas desde sua chegada à Câmara Municipal.
