O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, sua desistência da candidatura ao Senado Federal. A decisão foi revelada em um vídeo publicado em suas redes sociais, onde ele declarou que optou por focar 100% em sua defesa diante das recentes acusações que enfrenta.
Castro, que é filiado ao PL-RJ, explicou que a decisão foi uma das mais difíceis de sua vida, mas necessária para lidar com os desafios atuais. “Partilhando com meus amigos e minha família, decidi tomar a decisão mais difícil da minha vida. Durante minha trajetória, jamais fugi de uma briga, mas também tenho que entender o momento que a gente vive e como as coisas estão. Então, retirei minha candidatura ao Senado para focar 100% na minha defesa”, afirmou o ex-governador.
O político enfrenta acusações de abuso de poder político e econômico relacionadas à sua campanha de reeleição em 2022. Ele se mostrou confiante de que provará sua inocência e acredita na lisura do processo judicial. “Infelizmente, reputações são destruídas simplesmente por uma busca incessante pelo poder. Mas tenho muita confiança na Justiça”, declarou.
Castro também informou que seus advogados já apresentaram uma defesa inicial e que, até a próxima terça-feira, 1º de junho, uma nova ação será divulgada. “Uma petição muito robusta será colocada explicando todos os fatos que aconteceram e qual é o papel do governador e até onde vão os limites da atuação do governador”, esclareceu.
Além disso, o ex-governador destacou que sua desistência não representa o fim de sua carreira política. “Eu não encerro minha vida política aqui, apenas dou um passo necessário com humildade e tranquilidade”, finalizou Castro.
A desistência da candidatura ocorre em um momento delicado para o ex-governador, que já foi alvo de investigações da Polícia Federal. Recentemente, ele esteve no centro da 8ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga possíveis irregularidades em investimentos do governo estadual.
Castro já havia enfrentado outras investigações, como na Operação Sem Refino, que ocorreu em 15 de maio, onde foram apreendidos seu celular e tablet. O Tribunal Superior Eleitoral também decidiu, em março, condená-lo por abuso de poder, tornando-o inelegível por oito anos, o que o impede de disputar eleições até 2030.
