Cirurgia no ombro de Bolsonaro depende de aval do STF A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou autorização ao ministro Alexandre de Moraes para a realização de uma cirurgia no ombro direito, marcada para a sexta-feira, 24 de abril, com possível extensão para o sábado seguinte.
Cirurgia no ombro de Bolsonaro depende de aval do STF
O pedido, protocolado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), informa que o procedimento visa corrigir lesões no manguito rotador, conjunto de músculos e tendões responsável pela mobilidade do ombro. Os advogados requerem que a autorização abranja todas as etapas médicas, incluindo atos preparatórios, internação, cirurgia propriamente dita, pós-operatório e reabilitação.
A urgência foi justificada por “razão estritamente médica”, segundo a defesa. Como relator da execução penal de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes deve decidir sobre a demanda, que depois precisa do referendo da Primeira Turma do STF.
Conforme o histórico do processo, em setembro de 2025 a Primeira Turma condenou o ex-mandatário, por quatro votos a um, a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado. Em março deste ano, Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária após Bolsonaro ter sido internado com broncopneumonia em um hospital particular de Brasília. Até então, ele cumpria pena em cela especial no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
Casos que envolvem pedidos médicos de réus sob custódia costumam ser analisados com celeridade pelo STF. No site oficial do Supremo Tribunal Federal, constam precedentes em que tratamentos foram liberados quando comprovada a necessidade clínica.
Se o pleito for aceito, Bolsonaro permanecerá sob custódia domiciliar, mas poderá deslocar-se ao hospital para todas as fases da operação no ombro. A decisão também deverá estabelecer condições para acompanhamento da Polícia Federal e comunicação periódica à Corte.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
