Cessar-fogo no Oriente Médio: Brasil, Colômbia e México pedem trégua
Cessar-fogo no Oriente Médio é a principal exigência de um comunicado conjunto divulgado em 13 de março de 2026 pelos governos do Brasil, da Colômbia e do México. Na nota oficial, os três países latino-americanos solicitam “trégua imediata” e afirmam que as divergências na região devem ser resolvidas pela via diplomática, em consonância com o direito internacional.
Apelo por diálogo e oferta de mediação
No documento, Brasília, Bogotá e Cidade do México defendem a criação de “espaços efetivos para o diálogo e a negociação” como passo fundamental para conter a escalada de violência. Os governos também se colocam à disposição para “contribuir com processos de paz que gerem confiança”, reforçando a intenção de participar ativamente de futuras mesas de negociação.
Contexto da tensão regional
A iniciativa ocorre em meio ao aumento das hostilidades envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. Em fevereiro, um ataque israelense, com apoio norte-americano, atingiu território iraniano, reacendendo preocupações sobre o programa nuclear de Teerã. Desde que Washington abandonou, em 2018, o acordo nuclear firmado em 2015, as partes trocam acusações: Israel e EUA alegam que o Irã busca armas atômicas, enquanto Teerã garante fins pacíficos e aceita inspeções internacionais.
Segundo o chanceler de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi, mediador nas conversas, as tratativas para um novo entendimento estariam “muito próximas” de um consenso, incluindo a redução do estoque de urânio enriquecido iraniano. Apesar disso, novas ofensivas militares ameaçam interromper o avanço diplomático.
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Impacto econômico e posicionamento de Lula
A continuidade dos confrontos afeta o mercado de petróleo e repercute nos preços dos combustíveis. Ao anunciar medidas internas para conter a alta do diesel no país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou as guerras em curso como “irresponsabilidade” e reiterou apoio ao cessar-fogo defendido pelos vizinhos latino-americanos.
Repercussão internacional
Organizações multilaterais, como a ONU, já vinham sinalizando preocupação com a segurança regional e a crise humanitária. O novo apelo de Brasil, Colômbia e México adiciona pressão diplomática para que as partes beligerantes retomem as negociações e preservem civis.
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Crédito da imagem: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Fonte: Agência Brasil
